PENA LONGA

Preso pela DCORE, Justiça condena homem que matou caseiro em chácara da família de senador


A Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da Comarca de Rio Branco condenou por latrocínio, Mauricelio Gomes Pereira, a pena de 30 anos pela morte do idoso Argemiro de Figueira de Farias, de 73 anos, em junho do ano passado.

(+) Caseiro é encontrado morto em chácara de Petecão

Segundo informações da polícia, Argemiro foi encontrado em avançado estado de decomposição na tarde do dia 25 de junho por uma pessoa que teria ido até a chácara, que pertencia à Raimunda Oliveira da Cunha (falecida em 2016), mãe do senador Sérgio Petecão (PSD), verificar se o idoso estava bem, já que havia passado um tempo sem dar notícias. Os sinais de que a casa foi revirada, dá a entender que pode ter acontecido um crime de latrocínio, roubo seguido de morte.

A televisão estava ligada, a geladeira aberta e muitas coisas espalhadas pela residência, uma vizinha disse que a última vez que viu alguém entrando no local foi no sábado (20), quando um homem teria ido entregar uma cesta básica ao caseiro. A área foi isolada para investigação e a polícia confirma que seu Argemiro foi torturado antes de ser assassinado.

O acusado foi preso em julho de 2020 por agentes da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), na zona rural de Rio Branco.

(+) Agentes da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões prendem suspeito de matar caseiro da chácara de mãe de Petecão

Em sua decisão, a juíza Ana Paula Saboya Lima fixou a pena de 30 anos de reclusão, com o pagamento de 360 dias-multa. O acusado deve cumprir a pena em regime fechado e não pode recorrer em liberdade. Ele está preso desde o dia 24 de novembro, mesmo mês em que virou réu no processo.

O promotor Júlio César de Medeiros, que atuou na acusação de Pereira, diz que a condenação é uma resposta ao crime de extrema brutalidade, já que o idoso não teve nem a oportunidade de se defender.

“Nesse caso gravíssimo, a pena máxima foi justificada devido às consequências do crime e a diversas agravantes, inclusive, devido ao fato de ter sido praticado um crime hediondo no período da pandemia do coronavírus, onde a sociedade está ainda mais fragilizada e acuada em suas próprias residências”, destacou.

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André Diogo