
O Senador da República pelo estado do Acre, Sérgio Petecão (PSD), usou o expediente da sessão do Congresso Nacional desta terça-feira (22) para atacar o governador Gladson Cameli (PP).
No seu discurso, Petecão falou da visita do presidente Bolsonaro ao Acre na última sexta-feira (19), para entrega de títulos definitivos de terras a agricultores acreanos, e classificou o desentendimento entre Gladson com o prefeito capital, Tião Bocalom (PP), como uma “macacada”, segundo ele, promovida pelo governador.
O termo utilizado pelo parlamentar tem alguns significados e, quando falado de forma jacosa pode ter conotação racista. Embora usado como sinônimo de “palhaçada” ou quem promove situações ridículas, a palavra é frequentemente usada para ofender de forma racista, a exemplo do que aconteceu recentemente a cantora Ludmilla e a filha do ator Bruno Gagliasso, Titi.
De todo modo, o senador se equivocou ao utilizar expressão demasiadamente coloquial na tribuna do Senado Federal, um local inadequado, sobretudo, num tempo em que os limites entre a exigência de respeito e a excessiva suscetibilidade estão cada vez mais estreitos.
Petecão deslizou de novo, ao confessar a manipulação de provas para a Operação Ptolomeu, que tem como alvo o Governador do Acre. “Eu tiro print e mando para a Ministra que tá cuidando daquele rolo que teve lá no Acre”.
As declarações do senador causam, no mínimo, estranheza. Primeiro, por admitir a inexistência de qualquer rito formal para a instrução do processo judicial, o que sugere um eventual privilégio que Petecão teria junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo, por ser o parlamentar, pré-candidato declarado ao Governo do Acre e, portanto, o maior interessado no afastamento de Gladson Cameli.
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