O apresentador de TV e cantor Gilberto Barros foi condenado pela 4ª Vara Criminal do Foro Central de Barra Funda (SP) a 2 anos de reclusão em regime aberto e pagamento de 10 dias multa e prestação de serviços à comunidade por homofobia.
Em setembro de 2020, Gilberto Barros disse em seu canal no YouTube que vomitaria se visse dois homens se beijando e que certamente os agrediria:
“Ainda presenciar, onde eu guardava o carro na garagem, beijo de língua de dois bigode, porque tinha uma boate gay ali na frente, não tenho nada contra, mas eu também vomito, sou gente, gente. Hoje em dia se quiser fazer na minha frente faz, apanha dois, mas faz”.
Na decisão, a juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, levou em consideração que na época o canal tinha cerca de 199 mil inscritos.
A defesa de Gilberto, segundo a sentença, pediu a absolvição do réu por “atipicidade da conduta”. Os advogados alegaram que não houve intenção de atacar publicamente a comunidade e que buscava “defender as minorias”.
Testemunha do caso e autor da representação, o jornalista William de Lucca afirmou que a fala do réu incentiva a violência contra pessoas LGBTQIA+. Em defesa, Gilberto Barros afirmou que relatou uma situação que ocorreu quando ele tinha 26 anos e mencionou ter sido na época um “caipira do interior”, sendo esses assuntos “tabus”.
A decisão ainda cabe recurso.




















