A Polícia Federal (PF) lançou nesta quinta-feira (8) a Operação Tempus Veritatis, mirando diversos militares que ocuparam cargos-chave no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O objetivo da operação é desvendar uma possível organização criminosa envolvida em uma tentativa de golpe de Estado.
Entre os alvos das investigações estão figuras proeminentes como o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, e o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
As ordens judiciais foram emitidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, incluindo a apreensão do passaporte de Jair Bolsonaro.
A operação foi desencadeada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, fechar um acordo de delação premiada com investigadores da PF. O acordo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já foi homologado pelo STF.
Por meio das redes sociais, o advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou que “em cumprimento às decisões de hoje, o presidente Jair Bolsonaro entregará seu passaporte às autoridades competentes. Ele já ordenou que seu assessor direto, alvo da mesma decisão e que estava em Mambucaba, retorne para sua residência em Brasília, atendendo à ordem de não manter contato com os demais investigados”, disse Wajngarten.
Segundo as investigações, os alvos da operação incluem:
- o ex-chefe do GSI, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira;
- o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Walter Souza Braga Netto;
- o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
- o major da reserva Ângelo Martins Denicoli;
- o coronel reformado do Exército Aílton Gonçalves Moraes Barros;
- o coronel Guilherme Marques Almeida;
- o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima;
- o tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros;
- o ex-comandante-geral da Marinha almirante Almir Garnier Santos;
- o general Mário Fernandes;
- o ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira;
- o general de Brigada reformado Laércio Vergílio;
- Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho;
- o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;
- o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Há mandados de prisão para:
- o ex-assessor especial de Bolsonaro Felipe Martins;
- o coronel Bernardo Romão Correa Neto;
- o coronel da reserva Marcelo Costa Câmara;
- o major Rafael Martins de Oliveira.
As medidas judiciais estão sendo executadas em vários estados, incluindo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército Brasileiro está acompanhando o cumprimento de alguns mandados.




















