CASO JONHLIANE

Veja um resumo do 2º dia do julgamento dos acusados pela morte de Jonhliane Paiva


Depoimento do Ícaro

  • Não conhecia o Alan antes do acidente;
  • Não fazia racha;
  • Assumiu que ingeriu bebida alcoólica
  • Alegou que brigava com a namorada e, por isso, estava em alta velocidade;
  • Pediu perdão ao Alan por ele está nessa situação;
  • Pediu perdão à mãe da vítima e aos irmãos;
  • Assumiu que bateu na moto de Jonhliane.

O juiz conduziu as perguntas. Apenas a defesa de Ícaro chegou a questionar alguns pontos a ele, já acusação e os advogados da família da vítima, que estão como assistente de acusação, não fizeram questionamentos.

Depoimento do Alan

O segundo acusado, Alan de Lima, entrou para ser ouvido por volta das 9h30. Em um depoimento mais longo do que o de Ícaro, ele focou em sua defesa, alegando que não participava de racha com Ícaro e que não conhecia o acusado. Alan alegou que:

  • o carro com um amigo que foi para a festa com ele (o amigo deu depoimento no primeiro dia);
  • Que não faz uso de bebida alcoólica;
  • Que estava com velocidade acima do permitido porque era cedo e que não havia muito trânsito;
  • Que não conhecia Ícaro antes de o acidente acontecer;
  • Que chegou a parar após a vítima ser atingida e que, inclusive, chegou a tentar localizar o motorista e apontou para polícia as características do carro e para onde Ícaro teria seguido;
  • Voltou ao local do acidente e foi embora após populares começarem a falar que os dois estavam fazendo racha;
  • Alega que não fez racha;
  • Disse ter sofrido ameaças e extorsões no presídio.

Somente a defesa dele fez perguntas. Nem o MP, nem assistentes de acusação e nem a defesa de Ícaro fizeram questionamentos.

O promotor Efrain Enrique Filho começou os debates após ouvir os acusados — Foto: Iryá Rodrigues/g1

Acusação

Após a oitiva dos acusados, houve um intervalo e o promotor Efrain Enrique Filho iniciou a fala de acusação, representando o Ministério Público do Acre (MP-AC). A tese do MP-AC é que os dois participavam sim de uma competição ilegal no momento do acidente. O que o promotor disse:

  • Não acredita que Ícaro estava discutindo com a namorada no momento do acidente;
  • Acredita que, mesmo que tacitamente, houve um acordo para competição ilegal, caracterizando o dolo eventual;
  • Relembrou que Ícaro responde a outro processo no estado da Bahia;
  • Reforçou os detalhes do laudo – (perito deu testemunhou no primeiro dia por mais de 3 horas);
  • Falou da perda que a mãe da vítima, Raimunda Paiva, teve e o abalo psicológico da família;
  • Falou sobre o perfil dos acusados e da própria vítima e reforçou que Ícaro já tem um processo em outro estado.

Defesa do Alan

  • A banca de defesa do Alan defendeu que condená-lo seria uma injustiça.
  • Alegaram que a família de Alan tem sofrido com a prisão do réu;
  • Voltaram a confirmar que ele não participava de racha;
  • Disseram que a prisão de Alan também era uma forma de luto para a família dele;
  • Apontaram que Ícaro é réu confesso;
  • Pontuou o que considera contradições em alguns depoimentos das testemunhas;
  • Voltou a dizer que o racha foi uma interpretação da Polícia Civil;
  • Disse que Alan não conhecia Ícaro;
  • A advogada Helane Christina Silva usou o tempo para falar com os jurados. Ela pediu justiça, disse que o segundo acusado, Ícaro, não se esquivou da culpa e que condenar Alan seria tentar fazer justiça com uma injustiça;
  • A defesa de Alan disse ainda que é necessário se compadecer do luto da mãe da vítima, mas defendeu que é necessário entender que a família de Alan e o acusado também são vítimas dessa história.

Defesa do Ícaro

O defensor público Antônio Araújo da Silva foi o primeiro a falar sobre o caso e disse algumas palavras de introdução e logo depois passou para o advogado Luiz Carlos da Silva Neto.

  • Neto falou que na mídia foi estampado que Ícaro é um marginal e que Alan foi colocado no processo para poder colocar Ícaro como culpado. “A mídia não é tribunal, a mídia não decide se eles são culpados ou não”;
  • O advogado reforçou que foi um acidente de trânsito e questionou o tempo de prisão que o cliente está cumprindo de 1 ano e 9 meses;
  • Neto reforçou que o cliente teve boa intenção ao se apresentar à justiça e disse que ao se apresentar prova que ele acredita na justiça. Além disso, questionou a prisão do cliente por causa de um acidente de trânsito, e ainda questionou as qualificadoras;
  • O advogado Ricardo Buzzelin pediu a palavra e falou sobre o que o perito disse em relação à distância em que estavam os carros de Ícaro e Alan e que isso afasta qualquer possibilidade de um possível racha;
  • Os dois defenderam a tese de que não houve racha, que Alan é inocente e que ele e Ícaro não se conheciam;
  • Buzzelin disse ainda que a defesa não nega que o cliente estava em velocidade e disse que Ícaro foi honesto e que isso já afasta o dolo eventual;
  • O advogado Luiz Neto voltou com a palavra e disse que levar a mãe da vítima até o julgamento foi um “teatro de horror, impulsionando a mãe a chorar para que os jurados ficassem emocionados, fazendo a mãe chorar, mostrando a foto da vítima. Para tirar a sentença de homicídio culposo por doloso”;
  • Neto afirmou ainda que para a defesa não há dolo eventual, pois Ícaro tentou desviar da vítima e a perícia mostrou que ele virou para a direita tentando evitar o impacto;
  • O advogado afirmou ainda que Ícaro foi tão digno que assumiu a responsabilidade pelo que aconteceu e tirou a culpa do Alan.

*Resumo feito por G1 Acre

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André Diogo