Prefácio de Anderson Siqueira
A charge de hoje assinada pelo grande Daniel Cabral não tem relação com a obra de mesmo nome do renomado escritor Stephen King. Enquanto o rei do suspense narra a história de um agente penitenciário do corredor da morte e suas experiências sobrenaturais, o milagre que a população de Rio Branco espera é a chegada de um ônibus para poder se locomover.
Há tempos o tema gera polêmica, dando início a uma CPI na Câmara. Mas onde está o problema? Em um jogo de batata quente, um gestor passa a responsabilidade ao outro até que a bomba finalmente explodiu. Motoristas passaram meses sem receber salários, desencadeando uma onda de protestos e paralisações.
Em 2022, uma das empresas responsáveis por uma expressiva quantidade de linhas abandonou as operações, deixando a população por dias sem transporte. Uber? Táxi? Lotações? Seriam soluções se o preço dos combustíveis não estivessem em valores surreais. A solução foi trazer ônibus em um contrato emergencial com uma empresa de outro estado, mas segundo o próprio autor dessa charge, o problema segue acontecendo e o povo continha à espera de um milagre.
Charge de Daniel Cabral





















