O goleiro Weverton, do Palmeiras, revelou ao site UOL Esportes que mantém um ‘ritual’ todos os finais de ano: vem ao Acre para treinar na lama e não esquecer das origens.
O esportista, criado na Baixada da Sobral, diz que a vinda ocorre após a temporada de futebol, quando o Acre vive o pico do inverno amazônico, com muitas chuvas.
“A história de que a grama não cresce onde o goleiro pisa pode até não ser verdade em uns poucos estádios de elite, mas ali no Acre era só terra, mesmo. Era muito, muito ruim. Eu me ralava muito. Chegava a jogar com três shorts para amortecer a queda”, revelou.
Pré-relacionado para a Copa do Mundo da Catar, Weverton revelou que os treinos rituais ocorrem no mesmo campo duro em que treinava quando criança, como uma forma de mergulho na realidade: “é sentir o que o futebol é para muita gente e o que eu vivo hoje é exceção. Eu não quero esquecer isso jamais”.
Aos 34 anos, Weverton é um orgulho não só para o Acre, mas para o Brasil inteiro. Foi o defensor do pênalti nas Olimpíadas do Rio em 2016 que deu à seleção olímpica brasileira a primeira medalha de ouro da sua história. Além disso, é o primeiro acreano a vencer um Campeonato Brasileiro (2018), a Copa do Brasil (2020), Recopa Sulamericana (2022) e a maior competição de futebol da América, a Taça Libertadores, onde foi campeão duas vezes: em 2020 e 2021.




















