O jornal espanhol El País publicou uma reportagem nesta quinta-feira (25) intitulada “Sem verba nem planejamento, Estados assumem combate ao fogo na Amazônia“, excluindo o Acre das unidades federativas que tomaram medidas para combater os incêndios.
“Enquanto o Acre não tomou nenhuma medida, Mato Grosso, Tocantins, Roraima, Rondônia e Amapá decidiram contratar brigadistas temporários pela primeira vez em cinco anos”, diz trecho da reportagem.
Ainda segundo a reportagem, a inércia foi justificada pelo tenente Freitas Filho, do Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC) que afirmou que o estado “não tem recursos específicos para isso”. No entanto, o El País questionou que havia a alternativa de desenvolver parcerias com ONGs e prefeituras para custear mão-de-obra extra.
Em outro trecho, a matéria assinada pelos jornalistas Fernanda Wenzel, Pedro Papini, Bettina Gehm e Naira Hofmeister, volta a enfatizar que o Acre não tomou medidas:
“A incidência das queimadas também varia de região para região. De novo, sobram evidências de que o Acre deveria ter agido para prevenir incêndios, já que as taxas de desmatamento no Estado vêm escalando desde 2017. A curva de derrubadas é acompanhada de perto pelos focos de calor, que no ano passado atingiram o maior número em 15 anos”.
Sobre a solução para o fim das queimadas, o El País afirmou que o governador Gladson Cameli (Progressistas) basicamente precisou da ajuda de São Pedro, santo a quem é atribuído o poder sobrenatural de controlar o tempo.
“[As chuvas] Foram também uma saída para o Governo do Estado, que abriu mão de investir em equipes de combate ao fogo no período seco e acabou na dependência de São Pedro para acabar com as chamas.”




















