Um estudo realizado pela Promotoria de Justiça Especializada em Segurança Pública, do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), trouxe à tona a falta de confiança da população de Rio Branco em relação às instituições públicas, como as polícias, o Tribunal de Justiça e o próprio Ministério Público.
O levantamento, assinado pelo promotor de justiça Rodrigo Curti, analisou a sensação de segurança dos habitantes da capital acreana. Foram entrevistadas 385 pessoas, sendo que 53,6% são do sexo feminino e 46,6% do sexo masculino. A amostra levou em consideração um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 5%.
Os resultados da pesquisa revelaram que a grande maioria dos moradores de Rio Branco se sente insegura. Apenas 8,1% se declararam satisfeitos com a segurança pública, enquanto 12,6% se consideram totalmente satisfeitos. Por outro lado, 31,7% estão totalmente insatisfeitos e 20,3% insatisfeitos com a atuação dos órgãos de segurança. Somando-se os valores dos insatisfeitos e totalmente insatisfeitos, obtém-se um preocupante número de 52% de pessoas que não confiam na segurança na cidade. Aqueles que se declaram neutros representam 27,3% da amostra.
Outro dado relevante do estudo é que, contrariando a ideia comum, as pessoas de baixa renda são as mais vulneráveis a roubos e furtos. Embora aqueles com renda mais elevada possam parecer alvos mais atrativos, os resultados mostram que são os indivíduos de menor renda que possuem maior probabilidade de serem vítimas de crimes desse tipo. Dos entrevistados que sofreram algum tipo de crime, 19,6% tinham renda familiar inferior a um salário mínimo, enquanto 46,1% tinham renda entre um e dois salários mínimos. No total, 65,7% das vítimas possuíam renda entre meio salário e dois salários mínimos.




















