Pesquisa do IBGE Aponta Crescimento do Emprego com Carteira Assinada e Aumento de Empreendimentos Formalizados; Mulheres Empregadoras Apresentam Maior Cobertura de CNPJ que os Homens
O mercado de trabalho brasileiro registrou avanços na formalização do emprego e dos negócios em 2025. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país alcançou o maior percentual de trabalhadores formais desde o início da série histórica, em 2012.
O levantamento também destaca a participação feminina no empreendedorismo. Entre os empregadores, as mulheres apresentam uma proporção maior de negócios registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em comparação aos homens. O cenário evidencia a presença feminina na estruturação de empresas e na geração de oportunidades de trabalho.
Emprego Formal Cresce e Alcança Maior Contingente da Série Histórica
A formalização do mercado de trabalho brasileiro avançou em 2025, acompanhando o crescimento do número de pessoas ocupadas. Segundo o IBGE, o país chegou a 103 milhões de trabalhadores ocupados, o maior contingente desde o início da série histórica da PNAD Contínua.
O resultado representa crescimento em relação ao ano anterior e demonstra a expansão da população que exerce alguma atividade profissional.
Entre os empregados do setor privado, o percentual de trabalhadores com carteira assinada chegou a 37,8% da população ocupada. O contingente alcançou 38,9 milhões de pessoas, também o maior já registrado pela pesquisa.
Apesar do avanço recente, o indicador ainda permanece abaixo do nível observado em 2014, quando a participação dos empregados com carteira assinada atingiu seu maior percentual.
A recuperação da formalização ganhou força a partir de 2023, após um período de retração iniciado em 2015. Em 2024, o indicador permaneceu estável antes de voltar a crescer no ano seguinte.
Empreendedores Ampliam Presença no Mercado Formal
A formalização também avançou entre os trabalhadores por conta própria e empregadores que possuem empresas registradas.
De acordo com o levantamento, a proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a 35% em 2025. O resultado representa o maior percentual da série histórica, iniciada em 2012.
O indicador demonstra que uma parcela crescente dos empreendimentos brasileiros está vinculada a uma estrutura empresarial formalizada.
A presença do CNPJ pode facilitar o acesso a serviços financeiros, a emissão de notas fiscais e a realização de negócios com outras empresas. A formalização também permite que empreendedores atuem de acordo com as exigências legais aplicáveis às suas atividades.
Entretanto, o registro empresarial não elimina os desafios enfrentados por quem empreende. Custos operacionais, acesso ao crédito, planejamento financeiro e dificuldades de gestão continuam entre os fatores que influenciam a sustentabilidade dos negócios.
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Empreendedoras Apresentam Maior Formalização Entre Empregadores
Um dos destaques da pesquisa é a diferença entre mulheres e homens que empregam outras pessoas.
Segundo o IBGE, a proporção de mulheres empregadoras com negócios registrados no CNPJ permaneceu acima de 80% durante toda a série histórica. Em 2025, o indicador feminino chegou a 85,8%.
Entre os homens empregadores, a cobertura do CNPJ ficou em 79% no mesmo período.
Os dados mostram que as mulheres empregadoras apresentam uma participação proporcionalmente maior na formalização empresarial. A diferença também foi observada nos primeiros anos da série histórica, indicando a continuidade dessa característica ao longo do período analisado.
O resultado reforça a importância de observar o empreendedorismo feminino não apenas pela quantidade de negócios existentes, mas também pelas condições de formalização e organização dessas atividades.
É importante destacar que a pesquisa apresenta a proporção de empregadores com CNPJ. Esse indicador não significa, por si só, que as mulheres contratam mais trabalhadores em números absolutos do que os homens.
Formalização Feminina Fortalece a Estrutura dos Negócios
A presença de mulheres à frente de empresas formalizadas tem relevância para a organização do mercado de trabalho e para a atividade econômica.
O registro empresarial pode contribuir para ampliar as possibilidades de atuação comercial, facilitar relações com fornecedores e clientes e permitir o cumprimento de obrigações legais.
Para empreendedoras que mantêm funcionários, a formalização também está relacionada à estruturação das relações de trabalho e ao atendimento das regras aplicáveis à contratação.
Embora os dados do IBGE mostrem uma diferença entre homens e mulheres na cobertura do CNPJ, o levantamento não determina, isoladamente, quais fatores explicam esse resultado.
Aspectos como o setor de atuação, o porte dos negócios, as condições de acesso a recursos financeiros e as características dos empreendimentos podem influenciar a trajetória de formalização.
Por isso, compreender o empreendedorismo feminino exige considerar tanto os indicadores empresariais quanto as condições econômicas e sociais que envolvem a atividade empreendedora.
População Ocupada Alcança Maior Nível da Série Histórica
O crescimento do emprego formal ocorreu em um cenário de expansão da população ocupada.
Em 2025, o Brasil registrou 103 milhões de pessoas ocupadas, diante de 101,3 milhões no ano anterior. Na comparação com 2012, quando a estimativa era de 89,3 milhões, o contingente apresentou crescimento expressivo.
A população em idade de trabalhar também aumentou, chegando a 174,1 milhões de pessoas.
Como o número de ocupados avançou em ritmo superior ao crescimento da população em idade de trabalhar, o nível da ocupação atingiu 59,1%, o maior percentual da série histórica.
Esse indicador representa a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar e ajuda a dimensionar a participação da população no mercado de trabalho.
Os resultados apontam uma ampliação da ocupação no país, acompanhada pelo crescimento da formalização entre empregados e empreendedores.
O Que os Dados Revelam Sobre o Futuro do Empreendedorismo Feminino
Os números apresentados pelo IBGE mostram que o empreendedorismo feminino ocupa espaço relevante na estrutura empresarial brasileira, especialmente quando o assunto é formalização.
A maior proporção de mulheres empregadoras com CNPJ indica que os negócios liderados por elas apresentam uma presença expressiva no mercado formal.
Ao mesmo tempo, o crescimento da formalização entre trabalhadores por conta própria e empregadores aponta para mudanças na organização das atividades empreendedoras no país.
O desafio está em transformar esse avanço em condições sustentáveis para a continuidade dos negócios, com acesso a oportunidades, recursos financeiros e instrumentos de desenvolvimento empresarial.
A evolução dos indicadores nos próximos anos poderá ajudar a compreender se o crescimento da formalização será acompanhado por mudanças no porte dos empreendimentos, na geração de empregos e na participação feminina em diferentes setores da economia.
Formalização Amplia Oportunidades para Empreendedores
Os dados da PNAD Contínua mostram que o Brasil avançou na formalização do emprego e dos negócios em 2025. O crescimento da população ocupada, o aumento dos trabalhadores com carteira assinada e a expansão dos empreendimentos com CNPJ compõem um cenário de mudanças no mercado de trabalho.
Entre os destaques, está a maior proporção de mulheres empregadoras com empresas formalizadas, em comparação aos homens. O resultado evidencia a presença feminina na estruturação dos negócios e reforça a importância de acompanhar as condições de desenvolvimento do empreendedorismo no país.
Embora a formalização represente um avanço, a continuidade dos empreendimentos depende de diferentes fatores, como planejamento, acesso a crédito e capacidade de adaptação às condições econômicas.
E você, acredita que a formalização pode ajudar mais mulheres a expandir seus negócios e gerar empregos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro do empreendedorismo feminino no Brasil.
O que é considerado emprego formal?
O emprego formal inclui vínculos de trabalho com registro e proteção legal, como os contratos com carteira assinada. No caso dos empreendedores, a formalização pode ocorrer por meio do registro da atividade empresarial, conforme as regras aplicáveis.
O que a PNAD Contínua revelou sobre o mercado de trabalho?
A pesquisa do IBGE apontou crescimento da população ocupada, aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e expansão da proporção de empreendedores com CNPJ.
As mulheres empreendedoras formalizam mais seus negócios?
Entre os empregadores, a proporção de mulheres com negócios registrados no CNPJ foi maior que a observada entre os homens em 2025, segundo os dados apresentados pelo IBGE.
As mulheres contratam mais trabalhadores que os homens?
Os dados destacados na pesquisa mostram que as mulheres empregadoras apresentam maior cobertura de CNPJ. Esse indicador não permite concluir, isoladamente, que elas contratam mais trabalhadores em números absolutos.
Qual foi o percentual de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ em 2025?
A proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no CNPJ chegou a 35%, o maior percentual da série histórica iniciada em 2012.
Por que a formalização é importante para empreendedores?
A formalização pode facilitar a emissão de notas fiscais, o acesso a serviços financeiros e a realização de negócios com outras empresas. Também contribui para que a atividade empresarial cumpra as exigências legais aplicáveis.




















