Na sessão remota da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (16), o deputado estadual Fagner Calegário (sem partido) expôs que os funcionários que prestam serviço terceirizado para a Secretaria de Zeladoria da Cidade, em Rio Branco, estão sendo devolvidos para a empresa:
“Sabe o que está acontecendo hoje com os trabalhadores que participaram daquela manifestação ontem? Estão sendo devolvidos para a empresa, se manifestaram por um direito que era deles e agora estão sendo devolvidos para a empresa. Vamos culpar quem? Nós não podemos aceitar isso. O cidadão de bem, trabalhador, vai manifestar por um direito dele e no dia seguinte é devolvido. É isso? É assim que tem que ser?”
Defensor da bandeira dos terceirizados, Calegário aproveitou para isentar as empresas da culpa, que o modelo de contrato com a prefeitura através da Secretaria está em execução há 57 meses e a atual gestão está querendo mudar em três:
“As empresas estão recebendo um valor menor, por uma metodologia implantada agora com contrato em andamento, após 57 meses de execução, a gestão atual quer mudar a forma de pagamento em três meses”, disse.
O parlamentar também criticou a forma como os manifestantes foram tratados durante o protesto e isentou a Polícia Militar (PM) da culpa: “apenas cumpriram ordens, a responsabilidade tem que cair nas costas daquele que chamou e ordenou”, no caso se referindo ao secretário de Zeladoria, Joabe Lira, que tentou culpar a empresa pelo problema:
“A matemática, ela é exata. Se uma empresa é contratada para receber no final do mês 100, ela não pode no final deste mês receber 40, não pode receber 50. E a alegação da Secretaria [Municipal de Zeladoria], que é o que nos preocupa, de forma leviana, subjetiva, jogando a opinião pública contra as empresas responsáveis por esses empregados que ontem foram recebidos a borrachadas. Só faltou salgadinho, porque pimenta teve.”
Ele finaliza anunciando que as empresas já se organizam para realizar o pagamento do débito, mesmo que continuem a receber em valor menor o repasse da prefeitura:
“Quero tranquilizar todos os trabalhadores, as empresas estão providenciando os pagamentos. Vão receber o valor que a Secretaria de Zeladoria acha que é correto, mas ingressará administrativamente para rever os valores que estão sendo pago, se não resolver, vai judicialmente.”




















