O Governo do Acre deu início a uma polêmica ação de reintegração de uma área invadida na Estrada do Irineu Serra, em Rio Branco, nesta terça-feira (15), que contou com confronto entre policiais militares e os moradores.
A confusão iniciou após a chegada de caminhões e tratores que seriam usados para derrubar as casas construídas na invasão. Os moradores tentaram fazer um bloqueio para impedir a ação e a Polícia Militar (PM) fez uso de spray de pimenta para conter os manifestantes, que também usaram barreiras feitas de pneus.
A ação para reintegração foi movida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AC), que pediu a remoção de famílias que ocupam irregularmente as áreas de terra no Irineu Serra desde 2021, a que passaram a chamar de ‘Terra Prometida’.
Segundo o Estado, foi garantido o benefício do aluguel social e a inserção dos moradores junto ao Cadastro Habitacional do Acre e que as famílias retiradas da invasão serão levadas para um abrigo no Parque de Exposições Wildy Viana. Porém, segundo o governo, a maioria optou por recusar as propostas.
“Cumprindo seu dever constitucional e legal de proteção do patrimônio público, o Estado do Acre ajuizou duas ações de reintegração de posse, cujos mandados foram deferidos e a execução foi suspensa por acordo, no qual os ocupantes declararam aceitar a desocupação voluntária em troca do aluguel social. Entretanto, o acordo foi descumprido pelos ocupantes”, disse Érico Barboza, procurador-chefe da Procuradoria do Patrimônio Imobiliário, em entrevista dada inicialmente ao jornal G1.
A área da reintegração foi isolada para que a derrubada das casas fosse feita. Testemunhas relatam que várias pessoas ficaram em situação de desespero ao saber que teriam que deixar suas moradias. A reação também foi de revolta nas redes sociais.




















