CAMPANHA DE 2018

STF pede que Justiça Eleitoral investigue Bolsonaro por ter dito que iria “fuzilar a petralhada no Acre”


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin, enviou para a Justiça Eleitoral do Acre um pedido para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter dito que iria “fuzilar a petralhada” durante discurso na campanha eleitoral de 2018 em Rio Branco.

Zanin, que assumiu o cargo na semana passada por indicação do presidente Lula (PT), atendeu um pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) feito ao STF. Ele herdou a relatoria desse caso do ministro aposentado Ricardo Lewandowski.

Em 2018, durante campanha eleitoral, Bolsonaro — ao lado do hoje deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil) — segurou um tripé de câmera, simulando uma arma de fogo, e disse: “vamos fuzilar a petralhada toda aqui do Acre”. A declaração é usada para ilustrar as consequências de falas extremas, quando atentados por motivação política ocorrem.

“Vamos fuzilar a petralhada toda aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem mortadela galera, vão ter que comer é capim mesmo”, disse à época.

O pedido da PGR chegou ao STF ainda em 2018, enquanto Bolsonaro era deputado federal. No entanto, não poderia responder pela fala por estar sob foro privilegiado:

“Com o advento do término do mandato de Presidente da República, no qual se encontrava investido o representado Jair Messias Bolsonaro, e não sendo ele reeleito para pleito subsequente, houve a superveniente causa de cessação da competência jurisdicional do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Zanin.

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André Diogo