LUTO

Farmacêutico de Feijó morre em acidente de trânsito


Um acidente de trânsito tirou a vida de um dos profissionais de saúde mais conhecidos na cidade de Feijó, interior do Acre. José de Freitas Tavares morreu no hospital do município nesta sexta-feira (28) com uma hemorragia interna.

Além de técnico de enfermagem, cargo pelo qual já estava aposentado, Taveira, como era mais conhecido, atuava como farmacêutico atendendo a população. A prefeitura da cidade decretou luto oficial de três e divulgou uma nota de pesar pela morte do servidor (veja nota na íntegra abaixo).

“Estou no velório, foi decretado luto oficial. O farmacêutico Taveira era um cidadão exemplar, que da classe mais baixa a mais alta gostava dele. Foi uma perda muito grande”, lamentou o prefeito de Feijó, Kiefer Cavalcante.

O profissional estaria voltando de uma chácara de motocicleta quando bateu em um carro que transportava madeira. Com o impacto, Taveira teve alguns órgãos perfurados pela madeira. Ele foi levado com vida para o hospital do município, regulado e aguardava transferência para Rio Branco quando não resistiu e morreu. As informações foram confirmadas neste sábado (29), pela prefeitura.

A reportagem não conseguiu contato com a família do farmacêutico.

“Ele foi servidor por muito anos no hospital e quando não tinha um médico ele consultava, passava receita. Era um farmacêutico muito antigo que o pessoal gostava muito dele. A vida dele foi trabalhar em prol da saúde, era uma pessoa muito divertida, gostava de tocar a sanfona dele, tinha muita amizade no município. Era um cidadão de bem, a vida dele foi cuidar de pessoas com problemas de saúde, ajudar os necessitados”, destacou o prefeito.

A diretora da unidade de saúde, Izerlandia Souza, disse que o colega de profissão chegou quase sem vida no hospital. Por cerca de três horas as equipes tentaram reanimar Taveira, mas sem sucesso.

“Fizemos todos os procedimentos, a regulação de transferência e estávamos só aguardando o voo quando ele não resistiu. Chegou praticamente morto na unidade. Ele se chocou de frente, quebrou o crânio, o maxilar, bateu o abdômen, o tórax. Deu uma hemorragia interna”, contou.

A diretora também lamentou a morte de Taveira. “A cidade inteira amava ele, era um servidor muito humano, exemplo de humanidade, sempre ajudando o próximo”, concluiu.

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André Diogo