Pela primeira vez em sua história, um prefeito de Rio Branco corre o risco de ser cassado de seu cargo, no caso de Tião Bocalom (Progressistas), o tão temido impeachment por chefes de poderes executivos pode vir antes mesmo do primeiro ano de gestão, o pedido chegou em apenas 8 meses.
Em documento protocolado na Câmara Municipal (CMRB) no dia 23 de agosto, a advogada Joana D’Arc Valente denuncia o prefeito de crime político-administrativo pela exoneração de Corregedora-Geral do Município, Janice Ribeiro Lima, ocorrida no último dia 18.
Janice foi a responsável pela abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurava denúncias de supostos assédios sexuais cometidos pelo secretário de Saúde, Frank Lima, vindo de próprias servidores da Secretaria (Semsa).
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O documento protocolado por Joana D’Arc atende a todos os critérios necessários para ser encaminhado ao plenário, segundo a Procuradoria-Geral da Câmara e deve entrar em pauta ainda nesta terça-feira (31).

Caso o impeachment seja realmente aprovado e levado adiante, Bocalom e sua vice, Marfisa Galvão (PSD), serão cassados do cargo, uma vez que a Constituição prevê a destituição da chapa, devendo o presidente da Câmara, no caso o vereador N. Lima (Progressistas) assumir o posto por 90 dias, onde deve convocar novas eleições.
As novas eleições só serão convocadas devido Bocalom estar a menos de dois anos no cargo de prefeito.
Para o prefeito
Na visão de Bocalom, ele ignora todas as denúncias apresentadas contra seu secretário de Saúde e acredita que seu pedido de impeachment seja motivado por “politicagem”, em entrevista ao podcast do jornalista Luciano Tavares, nesta segunda-feira (30), ele declarou:
“Aqueles que estão desmamados vão sempre falar em impeachment. Quando alguém falar em impeachment, é porque alguma coisa nele está errada, ele queria alguma coisa e eu não dei. O cidadão que falar em impeachment do Bocalom, pode ter certeza, é porque ele queria alguma coisa errada e eu não aceitei”, disse.




















