“Espero que o Brasil se livre do PT”, a frase foi dita pelo senador Sérgio Petecão (PSD) em 2016, mas não parece refletir sua vontade atual. Neste sábado (26), Petecão esteve reunido com o ex-senador Jorge Viana (PT) e o também pré-candidato ao governo Jenilson Leite, em um congresso estadual do PSB, no Hotel Nobile Suítes, em Rio Branco.
Tradicionais inimigos políticos, Petecão e o PT podem unir forças nas eleições de outubro para tentar derrotar um ex-aliado do senador, o governador Gladson Cameli (Progressistas). Em pesquisa do Instituto Big Data divulgada ainda este mês, o governador aparece com 44% das intenções de votos para reeleição, enquanto Jorge Viana aparece com metade dessa porcentagem, 22% e Petecão com 7% lá na quarta colocação.
Inicialmente visto como um nome forte para a disputa, Petecão viu a confiança que tinha com o eleitorado se desgastar com as constantes polêmicas que envolve o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas), seu afilhado político e com quem Petecão teve papel de grande protagonismo na vitória em 2020.

Questionado na reunião, Jorge Viana deixou aberta a incógnita e disse que sempre defendeu uma aliança e a “criação de uma frente” para defender os interesses dos acreanos. Petecão foi mais cauteloso, porém, contraditório em relação ao que disse sobre ver o Brasil livre do PT, o senador declarou que não vê problema se o governo “tem ou não tem petista” e admitiu que existe muitas pessoas competentes no partido.
A aliança não seria algo surreal no atual cenário, a nível nacional, o ex-presidente Lula está fechando chapa com o Geraldo Alckimin, que fez sua caminhada dentro do PSDB e sempre se declarou contra o PT e seus governos.




















