Debates Sobre Sustentabilidade, Cadeias Extrativistas e Saberes Tradicionais Movimentam o Último Dia da Programação Técnica
⬇️OUÇA O DEBATE DA NOTÍCIA⬇️
ExpoAcre: Sociobiodiversidade e Sustentabilidade Amazônica
O último workshop técnico da ExpoAcre 2025, realizado em 1º de agosto pela Secretaria de Estado de Agricultura (SEAGRI), encerrou o ciclo de palestras com uma programação intensa dedicada à sociobiodiversidade , sustentabilidade, valorização dos saberes tradicionais e fortalecimento das cadeias produtivas extrativistas no Acre. Intitulado “Caminho da Sociobiodiversidade: Saberes, Floresta e Sustentabilidade”, o evento reuniu pesquisadores, técnicos, lideranças comunitárias e representantes de instituições públicas para debater o futuro da floresta amazônica e das comunidades que dela dependem.
A programação incluiu painéis que destacaram diversos temas de relevância para a região. A pesquisadora Cleisa Brasil, da Embrapa Acre, abriu os debates apresentando avanços na cadeia da castanha-do-brasil, com foco em inovações no manejo e no beneficiamento para aumentar a renda dos extrativistas sem comprometer a conservação ambiental. Na sequência, o consultor André Rocha, do Programa REM Acre, abordou os mecanismos de valorização dos serviços ambientais, como o REDD+ e pagamentos por serviços ambientais (PSA), destacando a importância de consideração e recompensar a proteção da floresta.
Já a engenheira agrônoma Letícia Lima, da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), falou sobre a relevância das sementes nativas e da diversidade genética para a restauração ecológica e a sustentabilidade das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Paralelamente, a equipe técnica da SEAGRI apresentou experiências exitosas de agricultura regenerativa, que aliam a produção de alimentos à recuperação de áreas degradadas, demonstrando que é possível integrar produtividade e preservação ambiental.

Outro ponto crucial da programação foi a análise da pesquisadora Andréa Alechandre, do Parque Zoobotânico da UFAC, sobre os impactos da crise climática nas comunidades extrativistas, que enfrentam desafios crescentes diante de secas prolongadas e cheias históricas. O protagonismo indígena ganhou destaque em uma roda de conversa que trouxe à tona a importância da valorização dos saberes tradicionais, da autonomia territorial e do acesso a políticas públicas específicas para os povos originários.
Encerrando o workshop, a Cooperacre exerce sua experiência na organização da produção extrativista, especialmente nas cadeias de castanha, borracha e frutas nativas, destacando avanços na comercialização, logística e assistência técnica para as comunidades da floresta.
O workshop fez parte da programação técnica da ExpoAcre 50 anos, contando com apoio do Programa REM Acre, banco KfW, Embrapa, Funtac, Sebrae e Cooperacre. Essa iniciativa reforça a importância de consolidar políticas públicas e práticas sustentáveis que promovam a bioeconomia da floresta amazônica e garantam a valorização de seus povos e seus saberes tradicionais.

Por Que a Sociobiodiversidade é Essencial para o Futuro do Acre?
A sociobiodiversidade representa a inter-relação entre as comunidades tradicionais, seus conhecimentos e a biodiversidade natural da floresta. Fortalecer essa conexão é fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável, promover a conservação ambiental e garantir a qualidade de vida dos povos da floresta.
Ao apostar em tecnologias inovadoras, políticas de valorização ambiental e práticas agrícolas regenerativas, como visto no workshop, o Acre mostra caminhos reais para que a floresta continue gerando renda, emprego e bem-estar, preservando seu ecossistema e sua rica cultura.
Faça Parte dessa Transformação!
Você quer acompanhar de perto as iniciativas que fortalecem o Acre e sua floresta? Comente abaixo com suas ideias e experiências, compartilhe este artigo para ampliar o debate e assine nossa newsletter para receber conteúdos atualizados sobre sustentabilidade e sociobiodiversidade no Acre.




















