No último sábado (7/7), a notícia do que parecia ser um episódio de guerra civil tomou conta do país. Um agente penitenciário, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) matou a tiros o petista Marcelo de Arruda, em sua própria festa de aniversário.
Testemunhas do crime afirmam que o aniversário ocorria bem até que Jorge Guaranho apareceu na porta e começou a xingar as pessoas, dizer que “Lula é ladrão” e gritado o nome de Bolsonaro várias vezes. Imagens de vídeo mostram quando Arruda se irrita com Guaranho e arremessa uma pedra contra seu carro. O bolsonarista vai embora e volta minutos depois disparando uma arma. Ele também acabou baleado e está internado em estado grave.
O local do crime
O local onde a troca de tiros aconteceu é a Aresf (Associação Recreativa e Esportiva da Segurança Física), clube na qual os dois, por serem profissionais da segurança, tinham acesso. Guaranho era associado ao clube e, segundo o irmão, era rotina entre os membros da associação fazer rondas no local, o que o levou até onde a festa acontecia. A polícia, no entanto, trabalha com a hipótese de Guaranho ter tido acesso às câmeras do local e ter ido até lá após ter visto o tema da festa.
Versão de testemunhas
Segundo pessoas que estavam na festa, no dia do crime, Jorge passou de carro em frente ao salão de festas dizendo “aqui é Bolsonaro” e “Lula ladrão”, além de proferir xingamentos contra quem estava lá.
Após rápida discussão, ele saiu prometendo que voltaria. A ameaça motivou Marcelo, o aniversariante, a pegar sua arma no carro para se defender. O bolsonarista, de fato, retornou e invadiu o salão já atirando.
O petista foi ferido, mas mesmo caído ao chão conseguiu sacar a arma e também baleou o policial penal. Uma câmera registrou todo o momento.
O outro lado
Irmão de Guaranho, John Lenon Araújo contesta a versão. Mesmo sem saber explicar o que teria iniciado a discussão, declarou:
“Eu tenho certeza que ele estava ali defendendo a família dele, foi somente isso. Não teve nada a mais do que isso. Meu irmão não estava nem aí que o cara era Lula, aniversário era do Lula, tema do Lula.”
O presidente Bolsonaro também tem usado discurso de que o crime não teve motivação política e iniciou do lado de fora da festa.




















