Surpresas, reviravoltas e o assassino inesperado — você vai se surpreender
No desenlace do remake de Vale Tudo, o grande mistério da teledramaturgia brasileira foi finalmente solucionado: Marco Aurélio (Alexandre Nero) é quem mata Odete Roitman (Debora Bloch) — mas não é tão simples assim. Acompanhe o desdobramento cronológico da trama, entenda como o enredo desconstruiu expectativas e descubra por que esse final gerou tanto burburinho nas redes sociais.
Contexto e construção do mistério
Desde 6 de outubro, a novela arquitetou uma trama de assassinato quase coletiva. Odete Roitman morre no quarto de hotel no Copacabana Palace — mas havia pelo menos quatro personagens com motivos e armas:
César (Cauã Reymond) comprou um fuzil para Olavo (Ricardo Teodoro) executar o crime, visando herdar 50% da empresa TCA.
Maria de Fátima (Bella Campos) adquiriu uma arma e reservou um quarto para emboscar Odete.
Celina (Malu Galli) sacou uma arma de seu cofre e marcou um encontro com a irmã.
E, claro, Marco Aurélio já havia deixado claro seu plano de matar Odete, inclusive para Leila (Carolina Dieckmann)
Todas essas peças pavimentaram o suspense. Aí surge Heleninha (Paolla Oliveira) — acusada pela própria tia de ter matado Leonardo (seu irmão gêmeo), e com passado conflituoso com Odete.
Em um momento-chave, Heleninha aparece no hotel: ela tentou disparar contra Odete e errou. Ao aproveitar esse desencalce, Marco Aurélio entra, pega a arma — limpando eventuais digitais da suposta atiradora — e acerta Odete com um disparo certeiro.
A cena é mostrada em flashback: Marco explicou, em monólogo final, que foi ele quem matou Odete, e manteve o segredo até mesmo da esposa Leila.
A virada: Odete sobrevive (spoiler!)
Mas o plot twist surpreende: Odete não morre de fato.
Após o tiro, ela é dada como morta e transportada em um saco preto até o IML.
Quando o carro é parado, um funcionário verifica o corpo e a descobre viva.
Ela, então, contata Freitas (Luís Lobianco), que a tira de cena.
Em uma clínica clandestina, Odete é operada e, posteriormente, levada de helicóptero para fora do país.
No momento final, Odete diz:
“Au revoir, Brasil. Odete Roitman sempre volta.”
Resultado: Heleninha continua sendo acusada por um crime que não cometeu, e Marco Aurélio acredita ter escapado com o plano consumado. Odete despede-se ao estilo vilanesco: poderosa e impune.
Comparativo com a versão original (1988–1989)
Na versão clássica da novela, o assassinato também é cercado de mistério. A responsável pela morte de Odete (Beatriz Segall) é Leila (Cássia Kis), que dispara por engano.
Leila alegou que voltara de viagem um dia depois da morte da vilã, mas descobriu-se que ela voltara no mesmo dia — uma incongruência que levou à confissão.
Em seu desfecho clássico, Leila foge com Marco Aurélio, sem pagar formalmente pelo crime.
Por que esse final mexeu com o público?
Quebra de expectativa: a vítima ressuscitada desmonta a lógica policial comum.
Mistura de justiça e impunidade: Odete triunfa mesmo após tentativa de homicídio.
Fidelidade + inovação: a trama presta homenagem ao clássico ao mesmo tempo que subverte o desfecho tradicional.
Narrativa emocional: personagens como Heleninha, Marco Aurélio e Fátima ganham camadas dramáticas ao longo da trama.
Quem realmente matou Odete Roitman no remake?
Marco Aurélio é o assassino — conforme revelado no flashback do capítulo final.
Odete morre de fato no remake?
Não. Ela simula a morte, é operada e foge do país no desfecho.
Qual é a diferença entre as versões original e remake em relação à morte de Odete?
Na versão original, Leila atira por engano e admite o crime; no remake, Marco Aurélio executa a ação, mas Odete sobrevive e escapa.
Agora é com você: onde essa virada entra para o top 5 dos finais mais surpreendentes da TV brasileira?
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