OPINIÃO

Rejeição de Petecão em pesquisa expõe desconfiança da população após eleição de Bocalom


O governador Gladson Cameli, do Progressistas, foi alvo de uma operação da PF no último dia 16. Os mandados cumpridos no Palácio Rio Branco, gabinete do Governo e residência do chefe do executivo pegaram os acreanos de surpresa, mas nem toda a repercussão da Operação Ptolomeu foi suficiente para ofuscar a desconfiança dos eleitores de Rio Branco com o senador Sérgio Petecão, do PSD.

Petecão foi padrinho político do prefeito Tião Bocalom, do Progressistas, durante sua campanha em 2020. O prefeito chegou a aparecer com apenas 9% das intenções de votos no início de outubro daquele ano e cresceu a ponto de derrotar a ex-prefeita Socorro Neri, à época do PSB, no segundo turno.

Era a terceira vez que Bocalom disputava a prefeitura da capital, havia tentado em 2008 quando perdeu para Angelim e 2012, derrotado por Marcus Alexandre, ambos do PT. Mas em 2020 ele tinha o diferencial, o apoio do senador populista Sérgio Petecão, que colocou a mão no fogo por Bocalom e conseguiu sua vitória, mas a ajuda não tem sido recíproca até o momento.

Bocalom está ainda em seu primeiro ano de mandato protagonizando dezenas de polêmicas, desde a ação exagerada de convocar a Tropa de Choque da PM para conter uma manifestação pacífica de garis, como enfrentar uma votação de impeachment por sua postura em meio às acusações de assédio sexual e moral contra seu secretário de Saúde, Frank Lima.

Mais recentemente, Bocalom conseguiu estar no centro das atenções ao estampar uma matéria de um dos principais jornais do mundo, o The Guardian, pelo que chamaram de “delírio” com a casinha do Papai Noel.

O resultado de tudo isso veio após uma pesquisa da XP Consult divulgada pelo jornal A Gazeta do Acre, que ouviu  580 moradores de Rio Branco entre os dias 13 e 23 de dezembro, com nível de confiança de 95% e aponta Petecão como o pré-candidato ao governo mais rejeitado entre as opções.

A rejeição de Petecão nesta pesquisa é maior do que a de Jorge Viana, do PT, enquanto o senador foi apontado por 25,19% dos entrevistados, o petista foi rejeitado por 24,83%. Em seguida, aparece Cameli com 19%, Mara Rocha, do PL, com 7%; Jenilson Leite, do PSB com 6% e David Hall, do Cidadania, com 5%.

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André Diogo