Serviço Acolhe Mais Oferece até 100 Mil Consultas Remotas por Mês pelo App Meu SUS Digital; Atendimento Também Contempla Familiares que Cuidam de Pessoas com Deficiência, Transtornos do Neurodesenvolvimento ou Doenças Raras
Mulheres em situação de violência, mães atípicas e familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras passaram a contar com uma nova opção de atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério da Saúde ampliou, em todo o país, o serviço Acolhe Mais, que disponibiliza até 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental. O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, sem necessidade de encaminhamento prévio.
A iniciativa busca reduzir barreiras que dificultam a procura por atendimento presencial, como falta de tempo, problemas de deslocamento e a própria condição de vulnerabilidade enfrentada por muitas dessas mulheres.
Como Funciona o Teleatendimento do SUS
O atendimento é realizado remotamente por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde para oferecer escuta qualificada, identificar situações de risco e orientar a paciente sobre a continuidade do cuidado.
No caso de mulheres que vivem ou viveram situações de violência, a avaliação inicial considera fatores como possíveis riscos, rede de apoio e principais necessidades apresentadas.
Cada usuária pode realizar até 10 sessões, com possibilidade de abertura de um novo ciclo quando houver necessidade. Ao término do acompanhamento, a paciente poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço disponível na rede de saúde.
Quem Pode Solicitar o Atendimento
O serviço contempla dois grupos principais:
- mulheres que vivem ou viveram situações de violência;
- mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
A ampliação considera que a rotina de cuidado pode provocar sobrecarga física e emocional, especialmente quando a responsabilidade é exercida sem apoio suficiente ou sem uma rede de assistência estruturada.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres realizam cerca de 75% do trabalho de cuidado não remunerado no mundo. A oferta de atendimento remoto busca justamente facilitar o acesso à assistência para quem muitas vezes tem dificuldade de se ausentar das atividades de cuidado.
Atendimento Começou como Projeto-Piloto
A iniciativa voltada às mulheres em situação de violência foi lançada inicialmente em março, em caráter experimental, nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).
Com a expansão nacional, o teleatendimento passou a estar disponível nos 26 estados e no Distrito Federal. A política também foi ampliada para incluir familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
De acordo com o Ministério da Saúde, o atendimento remoto funciona como uma porta de entrada para o cuidado em saúde mental e pode ser articulado posteriormente com os serviços existentes nos municípios e estados.
Passo a Passo para Agendar a Consulta
Para solicitar o atendimento, a usuária precisa ter acesso à conta gov.br e seguir o procedimento pelo Meu SUS Digital:
- Abra o aplicativo Meu SUS Digital.
- Acesse a área “Miniapps”.
- Selecione “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
- Na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), realize o cadastro.
- Informe se vive ou viveu uma situação de violência ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
Após o cadastro, a equipe responsável deverá entrar em contato em até 24 horas para combinar a data e o horário da consulta.
A paciente receberá lembretes antes do atendimento e, no dia marcado, terá acesso ao link para participar da teleconsulta.
Horários do Serviço
O Acolhe Mais funciona nos seguintes períodos:
- segunda a sexta-feira: das 8h às 20h;
- sábado: das 8h às 14h.
As consultas são realizadas por profissionais mulheres, uma medida adotada para proporcionar maior segurança e conforto às pacientes durante o atendimento relacionado à violência e à vulnerabilidade emocional.
O Que Fazer em Uma Situação de Emergência
O teleatendimento psicológico não substitui os serviços de emergência.
Em situações de risco imediato, a orientação é procurar ajuda emergencial. Entre os canais disponíveis estão:
- Polícia Militar: 190;
- Samu: 192.
Nos casos graves que não demandem intervenção emergencial naquele momento, os profissionais responsáveis pelo atendimento podem articular o encaminhamento para os serviços de saúde existentes no território da paciente.
Ligue 180 Oferece Orientação e Apoio
Mulheres que enfrentam violência também podem procurar a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e fornece informações sobre direitos e sobre os serviços da rede de atendimento. A central também recebe e encaminha denúncias de violência contra mulheres.
Os canais informados pelo governo são:
- Telefone: 180;
- WhatsApp: (61) 9610-0180;
- E-mail: [email protected];
- Videochamada em Libras: disponível pelo serviço oficial da Central 180.
Saúde Mental de Quem Cuida Também é Prioridade
A ampliação do Acolhe Mais ocorre em um contexto de maior atenção à saúde das pessoas responsáveis pelo cuidado de familiares com necessidades específicas.
Para mães atípicas e outras cuidadoras, a possibilidade de realizar uma consulta à distância pode representar uma alternativa para buscar apoio sem precisar interromper completamente a rotina de cuidados.
A política também se relaciona à atualização, em 2023, da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD), que passou a prever ações voltadas também aos familiares.
Com a expansão do serviço, o SUS procura aproximar o atendimento psicológico de mulheres que, por diferentes motivos, encontram dificuldades para acessar presencialmente a rede pública de saúde.
Serviço Amplia Portas de Entrada para o Cuidado
O Acolhe Mais não elimina a necessidade de acompanhamento presencial quando ele for indicado, mas cria uma porta de entrada remota para a assistência psicológica. A partir da avaliação inicial, cada caso pode ser direcionado para os serviços mais adequados da rede.
Para mulheres em situação de violência ou cuidadoras que enfrentam sobrecarga emocional, o acesso pelo Meu SUS Digital pode ser uma alternativa para iniciar a busca por atendimento e orientação profissional.
A ampliação do Acolhe Mais representa uma nova porta de entrada para o cuidado em saúde mental de mulheres que enfrentam situações de violência ou a sobrecarga relacionada ao cuidado de familiares. Com atendimento remoto e acesso pelo Meu SUS Digital, a iniciativa busca diminuir obstáculos como falta de tempo, dificuldade de deslocamento e ausência de uma rede de apoio.
Para quem precisa de ajuda, conhecer os canais disponíveis é um passo importante. O teleatendimento pode iniciar o acompanhamento e, quando necessário, direcionar a paciente para outros serviços da rede pública de saúde.
Precisa de apoio ou conhece uma mulher que pode se beneficiar do serviço? Compartilhe esta informação e ajude a ampliar o acesso ao atendimento. O primeiro passo pode ser feito pelo Meu SUS Digital. Em situações de emergência, procure imediatamente os serviços de urgência ou ligue 190 (Polícia Militar) ou 192 (Samu). Para orientação e informações sobre violência contra a mulher, o Ligue 180 funciona 24 horas.
Quem pode utilizar o teleatendimento de saúde mental do SUS?
O serviço atende mulheres que vivem ou viveram situações de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Como solicitar a consulta psicológica?
O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, utilizando uma conta gov.br. É necessário entrar em “Miniapps” e selecionar o Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres.
É necessário ter encaminhamento médico?
Não. A solicitação pode ser iniciada diretamente pelo Meu SUS Digital, seguindo o cadastro solicitado na plataforma da AgSUS.
Quanto tempo demora para marcar a consulta?
Após o cadastro, a equipe responsável deverá entrar em contato em até 24 horas para que a usuária escolha a data e o horário do atendimento.
Quantas sessões de acompanhamento podem ser realizadas?
No acompanhamento relacionado a situações de violência, cada usuária pode realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando houver necessidade.
Em quais horários o serviço funciona?
Os teleatendimentos estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
O atendimento substitui um serviço de emergência?
Não. Em situações de risco imediato, a orientação é procurar atendimento emergencial. A Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 e o Samu pelo 192.
O que é o Ligue 180?
É a Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia para fornecer informações sobre direitos, orientar sobre a rede de atendimento e receber denúncias de violência contra mulheres.




















