O presidente do Chade, país africano sem acesso ao mar, Idriss Déby Itno, foi morto nesta terça-feira (20) aos 68 anos, em campo de batalha, por rebeldes da Líbia que não aceitaram seu sexto mandato consecutivo. Idriss era presidente do país havia 30 anos e venceu novamente as eleições do último dia 11.
A notícia foi dada pelo general Azem Bermandoa Agouna, que sem dar detalhes das circunstância da morte do presidente, apenas informou: “ morreu defendendo a integridade territorial em campo de batalha”.
Os organizadores da campanha do presidente morto haviam informado, nesta segunda-feira (19), que ele estava se juntando às tropas que enfrentavam os rebeldes na fronteira. Não foram dados, no entanto, detalhes sobre a operação militar.
O presidente era, além de chefe de Estado, chefe das Forças Armadas. O filho de Déby, Mahamat Kaka, foi nomeado presidente interino por um conselho de dirigentes militares.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/A/r/lEKK9oRMKFEELzIlrfBQ/2021-04-20t105356z-1399152445-rc2mzm9vubey-rtrmadp-3-chad-deby.jpg)
Déby tinha 68 anos. Ele tomou o poder do Chade em uma rebelião, em 1990, e era um dos líderes mais longevos da África.
Os países do Ocidente viam Déby como um aliado na luta contra extremistas islâmicos, como o Boko Haram, grupos ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico.
Déby estava lidando com um descontentamento da população pela forma como ele gerenciava as reservas de óleo do país e com a oposição.




















