O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, está livre para deixar o Progressistas, segundo comunicado emitido pelo diretório municipal da sigla. O documento foi feito após a escolha do nome do secretário de Governo, Alysson Bestene, para ser pré-candidato a prefeito de Rio Branco em 2024. Bocalom pretendia concorrer à reeleição pelo partido.
Com isso, a direção municipal decidiu “liberar” Bocalom a se filiar a outro partido, caso mantenha os planos de candidatura. O documento foi assinado pela presidente municipal, Socorro Neri, que foi adversária de Bocalom nas eleições de 2020.
“Informamos que caso Vossa Excelência [Bocalom] deseje concorrer à reeleição por outra agremiação partidária, está livre para proceder com a desfiliação do Partido Progressista, sem que haja qualquer tipo de punição ou sanção por parte do Diretório Municipal”, diz trecho da sigla.
Eleito no segundo turno em 2020, Bocalom teve uma gestão pautada por polêmicas, como o uso de força policial para conter manifestação de garis; as frequentes viagens para fora do estado e do país; as denúncias de “abusar” da cor azul em repartições públicas, faixas de pedestres e até mesmo em uma casinha do Papai Noel em seu primeiro ano, cujo cunho político foi destaque no jornal inglês The Guardian. Além de ter enfrentado um pedido de impeachment pela forma que conduziu as denúncias de assédio sexual contra seu ex-secretário de Saúde, Frank Lima.
Um dos caminhos possíveis seria o PSD, de Sérgio Petecão, seu padrinho político em 2020, mas um racha político recente tornou essa opção inviável. Nos bastidores, circula-se que foi convidado pelo senador Marcio Bittar (União Brasil) a se filiar ao PL.





















