Lene, Petecão e a presidência da Câmara de Rio Branco: a matemática que não fecha


O Acre pode estar gerando uma nova dinastia de poder em seu território, ainda que seja com figuras antigas e já conhecidas, o hoje senador Sérgio Petecão (PSD), que já tentou ser prefeito de Rio Branco em duas ocasiões: em 1996, ficando em quarto lugar e em 2008 quando perdeu no primeiro turno para o petista Raimundo Angelim, conseguiu finalmente representação no executivo municipal através de sua esposa, Marfisa Galvão (PSD), eleita na chapa de seu afilhado, Tião Bocalom (Progressistas).

Não satisfeito, Petecão trabalha agora como cabo eleitoral para tentar emplacar sua irmã, Lene Petecão (PSD), como presidente da Câmara Municipal de Rio Branco. Em declaração ao jornal Notícias da Hora, ele afirmou que Lene conta com pelo menos 12 dos 17 votos possíveis dos vereadores da Casa, dizendo inclusive que conversou pessoalmente com alguns parlamentares e conseguiu convencê-los a votar nela.

O que pode frustrar os planos de Petecão é que Lene deve disputar a presidência com N. Lima (Progressistas), que é do partido de Tião Bocalom e Michelle Melo (PDT), cada uma dessas as siglas tem três representantes na Câmara Municipal. Além disso, Petecão precisaria convencer os vereadores do PSB, partido da atual prefeita Socorro Neri, a votarem em Lene, o que boatos indicam que eles devem fechar com N. Lima.

Com isso, Petecão precisaria além do voto da própria Lene, contar com todos os votos do PSDB, do MDB e ainda o de Arnaldo Barros (Podemos), Francisco Piaba (Democratas) e Hildegard Pascoal (PSL) para chegar – no máximo – a sete votos. O que dificultaria as expectativas de chegar a 12.

Quem poderia ajudar nessa matemática seria o prefeito eleito Tião Bocalom, já que essa é sua formação, mas por questões partidárias, ele deve estar ao lado de seu correligionário.

 

 

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André Diogo

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