CASO GÉSSICA

Justiça nega habeas corpus para policiais que atiraram contra enfermeira na BR-317


A juíza Andréia Britto, acatando a solicitação do Ministério Público do Acre (MPAC), decretou a prisão preventiva dos sargentos Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas, militares do Grupamento Especial de Fronteira (Gefron) envolvidos na morte da enfermeira Géssica Melo, ocorrida em 4 de dezembro.

Os policiais, que foram formalmente presos por participação direta na tragédia, passaram por audiência de custódia após a decisão judicial. Antes disso, a desembargadora Denise Bonfim negou o Habeas Corpus solicitado pela defesa, que argumentava a apresentação voluntária dos policiais para prestar depoimento e questionava a legalidade da prisão.

A defesa apontou supostas nulidades nos autos, como a ausência da nota de garantias constitucionais, a falta de requisitos para a prisão em flagrante, a não oferta de fiança, entre outros. No entanto, a juíza não deferiu o pedido de liminar de Habeas Corpus, destacando que sua concessão é cabível apenas diante de constrangimento ilegal.

A decisão judicial mantém a prisão preventiva dos policiais, que serão processados conforme os trâmites legais. A tragédia envolvendo a enfermeira Géssica Melo continua a ser investigada, e o desdobramento do caso permanece no foco da atenção pública.

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André Diogo