VIOLÊNCIA

IMPACTO: Brasil Propõe à OMS Inclusão do Feminicídio na CID-11 para Ampliar Visibilidade e como Problema de Saúde Pública


🔎 Medida Busca Reconhecer Mortes de Mulheres por Desigualdade de Gênero como Questão de Saúde Pública Global e Melhorar a Coleta de Dados


✍️ O Brasil deu um passo importante no enfrentamento à violência de gênero ao solicitar oficialmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A proposta pretende dar visibilidade a casos de mulheres assassinadas por sua condição de gênero, hoje registrados de forma genérica como agressão.


📊 O Que Muda com a Inclusão do Feminicídio na CID

Atualmente, mortes violentas de mulheres são classificadas de maneira ampla, o que dificulta a identificação precisa dos casos motivados por desigualdade de gênero.

Com a inclusão do feminicídio na CID:

  • 📌 Haverá registro específico para esse tipo de crime
  • 📌 Os dados serão mais precisos e comparáveis internacionalmente
  • 📌 A violência de gênero ganhará reconhecimento como questão de saúde pública global

Segundo o Ministério da Saúde, essa mudança fortalece a capacidade de notificação e análise dos casos.


🌍 Reconhecimento Internacional e Impacto Global

A proposta brasileira ainda passará por:

Avaliação técnica da OMS

Discussão entre os Estados-membros

Deliberação em assembleia internacional

Se aprovada, a medida será incorporada à classificação usada mundialmente, permitindo:

  • Melhor monitoramento da violência contra mulheres
  • Desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes
  • Comparação de dados entre países

🗣️ O Posicionamento do Ministério da Saúde 

O ministro Alexandre Padilha destacou que o pedido já foi formalizado e recebeu boa receptividade inicial.

“Isso dá um reforço muito grande na capacidade de notificação. Quando passa a compor um CID, os profissionais encaram isso com responsabilidade maior”, afirmou.

Ele também ressaltou que a iniciativa pode ser uma contribuição relevante do Brasil para o cenário global.


⚠️ Violência contra Mulheres como Questão de Saúde Pública 

A própria OMS já reconhece a violência contra mulheres como:

  • Um dos principais determinantes sociais da saúde
  • Uma grave violação de direitos humanos
  • Um problema com impactos diretos na saúde física e mental

A inclusão do feminicídio na CID reforça essa visão e amplia a urgência do tema.


💬 A proposta brasileira pode representar um avanço significativo no combate à violência de gênero, ao transformar dados invisíveis em informação concreta e acionável.

E você, acredita que essa medida pode ajudar a reduzir os casos de feminicídio? Como o Brasil pode avançar ainda mais nessa pauta? Compartilhe sua opinião.


📌 O que é feminicídio?

Feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por questões de gênero, como violência doméstica, discriminação ou menosprezo à condição feminina.


📌 O que é a CID-11?

A CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema da Organização Mundial da Saúde (OMS) usado globalmente para padronizar diagnósticos, causas de morte e condições de saúde.


📌 Por que o Brasil quer incluir o feminicídio na CID?

O objetivo é:

  • Dar mais visibilidade aos casos
  • Melhorar a coleta de dados
  • Reconhecer o feminicídio como questão de saúde pública

📌 O feminicídio já não é registrado atualmente?

Sim, mas de forma genérica, geralmente como “agressão”. Isso dificulta identificar quando o crime foi motivado por desigualdade de gênero.


📌 O que muda se a proposta for aprovada?

Se incluído na CID:

  • Os registros serão mais específicos
  • Haverá maior precisão nos dados
  • Políticas públicas poderão ser mais eficazes

📌 A OMS já reconhece a violência contra mulheres?

Sim. A OMS considera a violência contra mulheres um grave problema de saúde pública e uma violação de direitos humanos.


📌 Quando a decisão será tomada?

A proposta ainda passará por avaliação técnica e discussão entre os países membros da OMS, podendo ser deliberada em assembleias futuras.


📌 Essa medida pode ajudar a reduzir o feminicídio?

Indiretamente, sim. Com dados mais precisos, governos podem criar políticas mais eficazes de prevenção e combate à violência de gênero.

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Ana Cristina - Redatora