Na tarde da última quarta-feira (30), gestores das escolas de Rio Branco foram convocados para a primeira reunião com a atual secretaria de Educação do Acre (SEE), a ex-prefeita Socorro Neri. A reunião aconteceu no auditório da Secretaria e teve o propósito de apresentar as “11 medidas de valorização e melhorias nas condições de trabalho” propostas pelo governador Gladson Cameli (Progressistas) e a sua nova equipe.
Segundo informações repassadas para o Correio 68, Socorro Neri precisou se retirar da reunião para cumprir uma outra agenda e a reunião passou a ser conduzida pela diretora de ensino da SEE, Denise Santos e pelo secretário-adjunto Moisés Diniz.

Em o que se pode chamar de “lavagem de roupa suja” entre os gestores da escola e Denise Santos, a professora de física e gestora da Escola José Ribamar Batista (EJORB), Francicleia, comentou sobre o espaço em que os diretores “ouviram muito e falaram pouco”, disparou:
“Se falou muito de flexibilização e legado, os discursos são bonitos, mas verdade é que estamos cansados, as escolas caminham sozinhas, não tem o apoio da SEE, principalmente da diretoria de ensino, que nunca nem me recebeu.” Durante seu relato a professora foi interrompida por palmas de apoio dos demais profissionais, falou da luta para manter a escola em tempo integral, da “centralização, engessamento e falta de inovação” por parte das equipes da SEE e afirmou de forma categórica: “Infelizmente o principal departamento que precisava ser alterado não foi”, disse se referindo diretamente à professora Denise Santos, a quem gestores atribuem à dificuldade no diálogo.
A reunião foi encerrada com um direito de resposta dado à professora Denise, que constrangida com a situação, disse: “fico aqui enquanto houver um voto de confiança.”




















