As gêmeas siamesas que nasceram na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, na última sexta-feira (27), seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança. A informação foi confirmada pelo secretário Estadual de Saúde, Allysson Bestene, neste domingo (29).
“Elas estão intubadas na UTI. É bem grave pela questão do coração que é só um órgão vital e um fígado. Ontem [sábado, 28], elas fizeram exames e estão intubadas e com os batimentos oscilando”, informou o secretário.
Bestene disse ainda que um boletim deve ser divulgado neste domingo com a situação das gêmeas. “É um caso bem grave e vamos continuar observando no leito de UTI usando de aparelho respiratório.”
A informação é de que a jovem mãe das crianças é moradora da zona rural do município de Feijó, no interior do Acre, e que descobriu que se tratava grávida de gêmeas siamesas já no final da gestação. Essa foi a sexta gestação dela. O secretário informou que ela se recupera bem da cesariana.
Após a descoberta, a Sesacre foi acionada e iniciou as tentativas para encaminhar a jovem, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a alguma unidade de saúde mais especializada.
Porém, como a avaliação mostrou que as gêmeas siamesas estão interligadas pelos principais órgãos como coração e fígado e que chance de sobrevida é pequena, nenhum hospital de fora do estado quis aceitar a paciente. Foi então que o parto foi feito na maternidade da capital acreana.
“Foi diagnosticado através de ultrassom e exames de imagem e a especialista aqui do estado conversou com especialistas de fora do estado e, na verdade, nenhum local de fora quis receber. Isso porque, de cara, foi identificado que era um caso em que os órgãos vitais só apresentavam um e tinha comprometimento, pelo fato de estar envolvendo as duas crianças e, assim, não teria provavelmente como separar. Pelo diagnóstico médico, as chances de sobrevida são mínimas”, afirmou o secretário.
Apesar da situação, o parto foi um sucesso e a mãe está bem, segundo a Sesacre. Já as gêmeas siamesas têm um quadro clínico delicado e estão intubadas na Unidade de Terapia Intensiva da Unidade (UTI) da unidade.
O texto é de Alcinete Gadelha, do G1 Acre




















