POLÍTICA

FIM da ESCALA 6×1: Câmara Aprova PEC que Reduz Jornada para 40 Horas; Veja como Deputados Votaram


Bruno Spada/Câmara dos Deputado

Proposta Reduz Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas Semanais e Garante Duas Folgas por Semana

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e permite o fim da escala 6×1. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

No primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor e 19 contra. A medida estabelece duas folgas semanais remuneradas, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

A PEC prevê um período de transição de até 14 meses para a redução da jornada.


Como Foi a Votação da PEC na Câmara

Primeiro turno

  • 472 votos favoráveis
  • 22 votos contrários
  • 18 deputados ausentes
  • 1 obstrução

Para aprovação de uma PEC, são necessários ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos.

Deputados que votaram contra no 1º turno

PL (11 votos)

  • Bibo Nunes
  • Caroline De Toni
  • Daniel Freitas
  • Daniela Reinehr
  • Julia Zanatta
  • Mauricio Marcon
  • Nicoletti
  • Paulo Marinho Jr.
  • Ricardo Guidi
  • Rosangela Moro
  • Zé Trovão

Novo (4 votos)

  • Adriana Ventura
  • Gilson Marques
  • Marcel van Hattem
  • Ricardo Salles

MDB (2 votos)

  • Carlos Chiodini
  • Pezenti

União Brasil (2 votos)

  • Fabio Schiochet
  • Fausto Pinato

Outros partidos

  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Sergio Turra (PP-RS)
  • Kim Kataguiri (Missão-SP)

Destaques do 1º turno

  • Todos os 65 deputados do PT votaram favoravelmente.
  • O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) registrou obstrução.
  • Apenas deputados do PL e Novo votaram contra na comissão especial.

Resultado do 2º Turno

Números da votação

  • 461 votos favoráveis
  • 19 votos contrários
  • 33 deputados ausentes

Deputados que votaram contra no 2º turno

PL (9 votos)

  • Bibo Nunes
  • Caroline De Toni
  • Daniel Freitas
  • Daniela Reinehr
  • Julia Zanatta
  • Mauricio Marcon
  • Nicoletti
  • Ricardo Guidi
  • Rosangela Moro

Novo (4 votos)

  • Adriana Ventura
  • Gilson Marques
  • Marcel van Hattem
  • Ricardo Salles

MDB (2 votos)

  • Carlos Chiodini
  • Pezenti

Outros partidos

  • Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Sergio Turra (PP-RS)
  • Kim Kataguiri (Missão-SP)

O Que Muda com a PEC do Fim da Escala 6×1

O texto aprovado altera a Constituição Federal para estabelecer:

  • Jornada máxima de 8 horas diárias
  • Limite de 40 horas semanais
  • Garantia de duas folgas remuneradas por semana
  • Uma das folgas preferencialmente aos domingos

Transição da Redução de Jornada

A implementação será gradual:

  • Redução inicial de 2 horas em até 60 dias após a promulgação;
  • Redução total para 40 horas em até 12 meses após a primeira etapa.

Quem Ficará Fora das Novas Regras

A PEC não valerá para trabalhadores com:

  • diploma de ensino superior;
  • renda acima de 2,5 vezes o teto do INSS (cerca de R$ 21,1 mil).

Segundo os defensores da proposta, a exceção busca reduzir a “pejotização” e dar maior liberdade contratual para profissionais de alta renda.


Debate Econômico e Impacto no Mercado

O período de transição foi o principal ponto de negociação entre governo, empresários e parlamentares.

Entidades empresariais pediram prazo maior para adaptação, enquanto especialistas apontam que a redução da jornada deverá exigir:

  • aumento de produtividade;
  • investimentos em inovação;
  • qualificação profissional;
  • melhorias em infraestrutura e logística.

O relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que a medida também fortalece a negociação coletiva entre empresas e sindicatos.


Próximos Passos

A proposta segue agora para o Senado Federal, onde precisará:

  • de aprovação em dois turnos;
  • do apoio mínimo de 49 senadores em cada votação.

Ainda não há data definida para a análise do texto pelos senadores.


A aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e permite o fim da escala 6×1 representa uma das maiores mudanças nas relações trabalhistas dos últimos anos no Brasil. A proposta avança com amplo apoio na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado, onde continuará gerando debates entre trabalhadores, empresários, sindicatos e especialistas em economia.

Enquanto defensores afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida, aumentar o equilíbrio entre trabalho e descanso e fortalecer a produtividade, críticos alertam para os impactos financeiros e operacionais em alguns setores da economia.

Com a tramitação acelerada e forte repercussão nacional, o tema promete permanecer no centro das discussões políticas e econômicas nos próximos meses.


E você, o que acha do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais?

A medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores ou trazer dificuldades para empresas e empregadores? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate.

Acompanhe também nossas próximas atualizações sobre a tramitação da PEC no Senado e os possíveis impactos da nova regra no mercado de trabalho brasileiro.


O que é a PEC do fim da escala 6×1?

É uma Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece duas folgas semanais remuneradas.


A PEC já está valendo?

Não. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e ainda precisa passar pelo Senado Federal em dois turnos.


Como ficará a jornada de trabalho?

A jornada máxima passará para:

  • 8 horas diárias;
  • 40 horas semanais;
  • duas folgas por semana.

Quando a mudança começa a valer?

A PEC prevê transição gradual:

  • redução inicial de 2 horas em até 60 dias após a promulgação;
  • redução total para 40 horas em até 14 meses.

Quem não será afetado pela nova regra?

Profissionais com ensino superior e renda acima de 2,5 vezes o teto do INSS não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto.


O que muda para empresas?

As empresas precisarão adaptar escalas, contratos e acordos coletivos para cumprir as novas exigências previstas na Constituição.


Quais partidos votaram contra a PEC?

Os principais votos contrários vieram de deputados do PL e do Novo, além de parlamentares isolados de outros partidos.

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Ana Cristina - Redatora