POLÍTICA

Ex-militante do PCdoB, Moisés Diniz declara ‘guerra à esquerda’ em carta aberta: “chega de cavalheirismo”


Quando o ex-deputado Moisés Diniz largou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) onde militou por 30 anos para migrar para a base governista de Gladson Cameli (Progressistas), em 2020, foi visto com desconfiança por alguns e chamado de “traidor” por outros.

Na atual gestão, Diniz se envolveu em frequentes polêmicas com seus ex-companheiros ideológicos. Mais recentemente, por afirmar que o anúncio de Jorge Viana (PT) que seria pré-candidato ao Governo não passava de um “blefe”.

A nota, lhe rendeu críticas que o motivaram a declarar “guerra” à esquerda acreana. Diniz foi claro, ameaçou divulgar uma nova história a cada novo ataque. Por lá, há quem diga que é também um blefe, leia a nota:

“O MEDO DA NOITE
NÃO PERMITE ESPERAR
O NASCER DO DIA
Durante trinta anos, eu fui militante da esquerda. Escrevi e fiz discursos contra posições políticas da direita, nunca contra pessoas. Defendi líderes como Marina Silva, Edvaldo Magalhães, Jorge Viana e Perpétua Almeida, nos momentos em que eles mais precisaram.
E nunca fui agredido por militantes de direita.
Agora, quando faço uma simples contestação política de posições da esquerda petista, sou visceralmente agredido por petistas e simpatizantes.
Atingem minha honra, tentam manchar minha biografia e até descem para o esgoto da humilhação e do sarcasmo.
Quero dizer que isso foi feito, contra adversários, no Leste Europeu, na Rússia, na Coréia do Norte e, mais recentemente, na Venezuela. E foram ou estão sendo derrotados, porque isso nunca foi socialismo, foi tirania de esquerda.
Tenho um livro, vários contos e muitos artigos, aonde eu divergia do autoritarismo da esquerda, da falta de liberdade, do desprezo ao transcendente, da agressão ideológica e moral aos adversários, da arrogância filosófica, da autocracia e do nepotismo socialista.
Quero dizer que vocês não vão me calar e vou lutar para que não voltem ao poder os “comissários do povo”, que destroem biografias, como fizeram com a Marina em 2018, que agridem quem pensa diferente, que agem como cães de biblioteca, defendendo seus livros de morte da criatividade intelectual, da liberdade de cátedra, de religião e, se pudessem, reprimiam até a liberdade de pensamento (mesmo que fosse só introspecção).
Não pensem que vão me amedrontar com tentativas de desqualificação. Cada vez que mandarem os do andar térreo me agredir, vou contar uma história. A próxima será sobre um homem íntegro chamado Sérgio Taboada.
Chega dessa malandragem de vocês acharem que são limpos e puros, quando sabem o que seus líderes fizeram, vivi entre vocês e não me sujei, não brinquem com a honra de quem atravessou esgotos sem se emporcalhar.
Já deu o que tinha que dar esse meu cavalheirismo…”

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André Diogo