Estadão pagaria R$ 5 por linha escrita para repórter acreano que perdeu emprego após pergunta a Bolsonaro


O repórter João Renato Jácome receberia do Estadão, a quem prestava serviços freelancer, apenas R$ 5 por linha escrita de 70 caracteres da matéria que originou sua exoneração da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas), nesta sexta-feira (26), segundo informações do jornalista Altino Machado.

Em coletiva de imprensa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quarta-feira (24), Jácome perguntou qual era a sua avaliação sobre a anulação da quebra de sigilo bancário de seu filho, Flávio, no caso das ‘rachadinhas’. A pergunta irritou o presidente que declarou encerrada a entrevista e se retirou. No mesmo dia, Bocalom declarou a alguns veículos de comunicação que o rapaz seria exonerado.

O caso foi visto como censura e repressão à imprensa, a que foi chamado de “atitude covarde” pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em uma nota de repúdio ao prefeito de Rio Branco.

Outro crítico foi o próprio Altino Machado que além de condenar a exoneração, também criticou o Estadão por não se manifestar a respeito e prestar solidariedade.

 

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André Diogo

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