EXCLUSIVO

Entrevistamos a banda que lançou disco falando sobre o ‘Esquadrão da Morte’ no Acre


A banda de metal de Rio Branco, Death Silence, lançou no último dia 25 de novembro seu novo álbum intitulado ‘Esquadrão da Morte’, em parceria com a produtora Sangue Frio Records, do Paraná.

Este foi o segundo álbum de estúdio lançado pela banda acreana, fundada em 2014 e que já tem em sua história a abertura histórica do show de nada menos que a renomada banda Sepultura, em sua passagem pelo Acre em 2016.

O Correio 68 conversou com o baterista e membro fundador Geovani Moura sobre a estreia do novo disco:

Capa de Esquadrão da Morte. Imagem/Death Silence

– Como foi o início da banda até chegar no lançamento de ‘Esquadrão da Morte’?

Geovani – A banda foi fundada em janeiro de 2014 depois de eu cansar de bater cabeça e tentar entrar em bandas e não dava certo. Eu já conhecia o Lucas [vocalista], que era da banda Necropsia e juntos fundamos a Death Silence.

– Antes de ‘Esquadrão da Morte’ vocês gravaram um outro disco, gostaria de falar um pouco dele?

Geovani – Antes de gravar o ‘Esquadrão da Morte’ nós temos o EP ‘Massacre’ lançado em 2016 e uma demo que a gente gravou com cinco músicas, mas nem os integrantes da banda tem essa gravação (risos), a gente tinha em um HD que eu precisei formatar e acabei perdendo.

Death Silence em apresentação no Feliz Metal de 2016. Foto/Aldine Padula

– Agora vamos falar da nova gravação, não pude deixar de observar o nome e a capa do álbum, o disco fala sobre o ‘Esquadrão da Morte’ liderado por Hildebrando Pascoal na década de 90?

Geovani – Totalmente, Anderson. A capa do álbum é inspirada nesse esquadrão que aconteceu no Acre nos anos 90. Fica aqui o nosso repúdio ao que aconteceu, estamos aqui para contar a história e colocar o dedo na ferida da sociedade, não estamos para esconder. Na música [homônima ao álbum] a gente conta a história do que aconteceu, dos casos e é totalmente inspirada nisso.

O Esquadrão da Morte

O chamado “Esquadrão da Morte” surgiu no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990, após o Acre passar por violentos conflitos agrários e ser tomado por esquadrões e grupos de extermínio. Era liderado pelo ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, tido como um “homem durão de 1,90 de altura” e que também era coronel ativo da Polícia Militar (PM).

Pela Justiça, Hildebrando é acusado de chefiar o grupo de extermínio suspeito de ter cometido mais de 100 homicídios (não há números oficiais precisos, podem ter sido mais, ou menos), o mais famoso deles foi o chamado “Crime da Motosserra”, cometido contra Adilson Batista, mais conhecido como “Baiano”, em 1996.

Death Silence

A banda se identifica como do gênero Death Metal, que faz uso de guitarras distorcidas e vocais guturais, com destaque na bateria agressiva que costuma usar pedais duplos. O novo disco da banda acreana, que vem ganhando cada vez mais destaque a nível nacional, pode ser ouvido em todas as plataformas de streaming, como o Spotify:

Post navigation

Avatar de André Diogo

André Diogo