Em Operação para combater compra de votos, Polícia Federal amanhece na casa de vereador reeleito pelo MDB


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (4) a Operação Intruder Brother, que investiga possível crime de corrupção eleitoral – compras de votos – praticado na véspera do 1º turno das eleições municipais de 2020.

No total, a PF está cumprindo cinco mandados de busca e apreensão em Rio Branco, um deles na casa do candidato a vereador reeleito, Célio Gadelha (MDB). Estão sendo feitas também oitivas de testemunhas dos investigados.

Célio Gadelha (MDB) foi reeleito com 1.293 votos

Investigações

Segundo informações do G1 Acre, as investigações da PF apontam que o irmão de um candidato ao cargo de vereador e um cabo eleitoral teriam entrado sem permissão em uma empresa de grande porte da cidade para reunir vários funcionários e distribuir santinhos e uma grande quantidade de dinheiro em troca de votos. O valor que teria sido distribuído não foi informado.

Além de quem distribuiu e comprou os votos, os funcionários que receberam dinheiro também são investigados, já que é crime solicitar ou receber, dinheiro ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto, de acordo com a PF. As penas podem chegar a quatro anos de reclusão.

O nome da operação faz referência ao modus operandi da prática criminosa, onde o irmão do candidato invadiu uma empresa de grande porte, reuniu-se com seus funcionários, pediu voto e distribuiu santinhos e dinheiro.

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André Diogo

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