Brasil Avança 47 Posições no Ranking de Liberdade de Imprensa
A liberdade de imprensa no Brasil deu um salto impressionante em 2025, segundo o mais recente levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país subiu 47 posições no ranking mundial, ocupando agora o 63º lugar entre 180 nações. Especialistas apontam que o clima menos hostil ao jornalismo, após a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi determinante para essa melhora significativa.
O que Explica o Avanço da Liberdade de Imprensa no Brasil
Segundo a RSF, a liberdade de imprensa é definida como a possibilidade de jornalistas e coletivos produzirem e divulgarem informações de interesse público, sem ingerências políticas, econômicas, legais ou sociais, e sem ameaças à sua segurança física e mental. O relatório destaca que o ambiente para o jornalismo no país se tornou mais cordial e menos agressivo, o que refletiu diretamente na posição brasileira no ranking.
Além disso, a evolução positiva observada desde 2023 reforça a percepção de que o Brasil está trilhando um caminho mais seguro para o exercício do jornalismo. No entanto, é importante lembrar que esse avanço é uma exceção no cenário global, já que seis em cada dez países registraram queda no ranking. Pela primeira vez na história do levantamento, metade dos países tem condições consideradas “ruins” para o jornalismo.
Os Desafios que Ainda Persistem
Apesar da melhora, o enfraquecimento econômico dos veículos de comunicação ainda é um dos principais riscos à liberdade de imprensa no Brasil e no mundo. Segundo a RSF, a independência financeira é fundamental para garantir informação livre, confiável e voltada para o interesse público. Por outro lado, a concentração da mídia, a fragilidade dos serviços de informação pública e as condições de trabalho precárias ainda são desafios estruturais enfrentados pelos jornalistas.
O índice da RSF é composto por cinco indicadores: político, social, econômico, marco legal e segurança. Em 2025, o indicador econômico foi o que mais pesou na avaliação global, mostrando a importância de políticas públicas que fortaleçam a sustentabilidade do setor.
Brasil em Destaque na América
Enquanto o Brasil avança, outros países da região enfrentam retrocessos. A Argentina, por exemplo, perdeu 47 posições em dois anos, em grande parte devido às medidas autoritárias do governo Javier Milei, que desmantelou a mídia pública e usou a publicidade estatal como instrumento de pressão política. Nos Estados Unidos, a hostilidade contra jornalistas aumentou durante o segundo mandato de Donald Trump, resultando em uma queda de duas posições no ranking.
Ainda assim, há exemplos positivos na região, como a Colômbia, que manteve sua pontuação estável graças a medidas de proteção e apoio a mídias alternativas.
Um Cenário de Esperança, mas com Desafios
O avanço do Brasil no ranking de liberdade de imprensa é motivo de comemoração, mas também de alerta. Apesar do clima menos hostil e da melhora nas condições para o jornalismo, os desafios econômicos e estruturais persistem. Portanto, é essencial continuar monitorando e defendendo a liberdade de imprensa, garantindo que o direito à informação seja respeitado em todo o país.




















