Muitos os que acompanhavam o segundo debate entre candidatos ao Governo do Acre na noite desta terça (27), foram surpreendidos com o encerramento repentino ainda no segundo bloco, de quatro no total.
O debate já havia começado sob muita confusão, áudios da briga foram inclusive percebidos no ar no início. A princípio, apenas seis participantes estavam confirmados, até que David Hall (Agir) conseguiu uma liminar para participar da programação.
Acontece que a legislação eleitoral obriga as emissoras de TV a chamarem apenas candidatos de partidos que tenham pelo menos 5 representantes no Congresso Nacional e o Agir não possui nenhum. Se valendo dessa lei, a Rede Amazônica optou por seguir o debate de acordo com o que tinha planejado. De fato, quem já teve contato com bastidores de TV sabe que é muito inviável mudar a estrutura de um programa ao vivo minutos antes de ir ao ar e manter a organização.
A falta de organização em debate foi inclusive um dos assuntos mais comentados no que ocorreu no último dia 18 na TV Rio Branco. Excluído, David Hall procurou novamente a Justiça e conseguiu uma ordem de suspensão da programação até que fosse incluído, a ordem foi acompanhada de agentes da Polícia Federal, onde a desembargadora Denise Castelo Bonfim diz:
“Suspenda-se a transmissão da programação até que viabilize a participação do candidato [Hall], já garantida judicialmente a sua integração ao debate desta noite, sob pena de crime de desobediência”.
Assim, a emissora optou por encerrar o debate, sendo anunciado pelo mediador Fabio Melo. Em nota, a Rede Amazônica afirmou que irá impetrar todos os recursos judiciais cabíveis e representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ter considerado a decisão da desembargadora como um abuso de autoridade. Afirmando ainda que ela impediu o debate com candidatos com representatividade no Congresso Nacional que poderiam apresentar suas propostas.




















