O pesquisador meteorológico e figura do folclore urbano acreano, Davi Friale, teve seu pedido para se candidatar a deputado estadual pelo PMN negado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) devido aos indícios de falsidade ideológica.
Em reportagem publicada no sábado (10) pelo Correio 68, foi detalhado que Friale se candidatou com o nome de Davi Friale Assis Melo, nascido em 1951 na cidade de Barreiros, em Pernambuco, a 102 km da capital Recife. No entanto, ao ter seu registro analisado, o procurador eleitoral Fernando José Piazenski encontrou alguns desencontros de informações em relação a sua identificação civil.
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O documento apresentado por Friale ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) foi expedido em março deste ano como primeira via, o que levantou suspeitas do procurador. Também foram encontrados menções a seu nome como Davi Fiala Cheremeta e Davi Friale Setúbal. Algumas vezes com nascimento em Rio Branco, outras em Recife.

Também foi constatado que Friale fez seu alistamento eleitoral no dia 29 de março, um dia antes de se filiar ao Partido da Mobilização Nacional (PMN). Em sites de buscas como o Google, por exemplo, os únicos resultados para o nome Davi Friale Assis Lima são referentes à sua candidatura.
Na decisão de indeferir a candidatura de Davi Friale, o desembargador Luís Vitório Camolez determinou a intimação dele para esclarecimentos afirmando haver “dúvidas quanto à identificação civil do requerente trazidas pelo Ministério Público, quando da análise de documentos de identificação”.
O despacho também considerado o caso com indícios de falsidade ideológica. Crime que foi instituído no art. 299 do Código Penal e refere-se à omissão e alteração de documentos, públicos e privados, com o intuito de obter qualquer tipo de vantagem. A pena pode chegar a 5 anos de prisão.
Davi Friale se pronunciou através de uma nota onde afirma que vivia no anonimato por “timidez” de ir em cartório: “a vida no anonimato é muito ruim, tive muitas perdas, me matriculei em vários cursos universitários, mas quando pediam meus documentos eu abandonava”.
Ele ainda afirma estar à disposição para esclarecimentos e que tentava no momento “recomeçar” a vida com a candidatura a deputado estadual.




















