Suspeito Usava Tornozeleira Eletrônica e Havia Sido Indiciado pela Morte de um Homem Encontrado no Pátio do Estabelecimento há Sete Meses, em Rio Branco
A prisão do advogado Aluísio Veras de Almeida Neto, de 42 anos, suspeito de estuprar e manter um jovem em cárcere privado dentro de um motel de Rio Branco, trouxe à tona um fato ainda mais grave: ele já havia sido indiciado por homicídio ocorrido no mesmo estabelecimento em julho do ano passado.
O caso reacendeu questionamentos sobre reincidência criminal e o monitoramento de investigados que aguardam julgamento em liberdade.
Advogado já Respondia por Homicídio no Mesmo Motel
Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Aluísio foi indiciado pela morte de David Weverton Matos Araújo, encontrado caído no pátio do motel em julho de 2025.
De acordo com o delegado Leonardo Ribeiro:
O advogado foi formalmente indiciado por homicídio;
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário;
Ele utilizava tornozeleira eletrônica;
A investigação foi concluída ainda em 2025.
Durante interrogatório à época, Aluísio afirmou que “não se recordava do que havia acontecido” com a vítima.
A Polícia Civil acredita que o Ministério Público do Acre (MP-AC) tenha solicitado a prisão dele também pelo homicídio.
Nova Prisão Reacende Caso Antigo
Nesta segunda-feira (16), o advogado foi preso em flagrante após um jovem peruano, de 18 anos, acionar a Polícia Militar relatando:
Cárcere privado;
Ameaças de morte;
Abuso sexual.
O encontro teria sido marcado por meio de um aplicativo. Segundo o relato da vítima, a proposta inicial era consumir bebidas alcoólicas, mas o advogado teria tentado forçar relações sexuais.
A PM encontrou os dois trancados no banheiro do quarto do motel. A porta foi arrombada após tentativa de negociação. O jovem estava chorando dentro do box, enquanto o advogado estava próximo à pia.
A prisão preventiva foi decretada durante audiência de custódia nesta terça-feira (17). Ele foi encaminhado ao Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).
Mesmo Cenário, Dois Casos Graves
O que chama atenção é que os dois episódios ocorreram no mesmo motel, em um intervalo de sete meses.
Na morte de David Weverton:
A vítima teria chegado acompanhada de outro homem;
Saiu do quarto durante a madrugada;
Foi encontrada caída na área externa do estabelecimento.
Com a nova prisão, a mãe da vítima, Lucileila da Silva Matos, decidiu falar publicamente e pedir justiça pelo filho.
A reaproximação dos dois casos pode fortalecer questionamentos sobre:
Monitoramento de investigados com tornozeleira eletrônica;
Critérios para concessão de liberdade durante processo por homicídio;
Possível padrão de comportamento.
Situação na OAB e Andamento Processual
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) informou que não vai se posicionar sobre o caso.
O advogado mantém situação regular na OAB desde 2015.
A reportagem tenta contato com a defesa.
Reincidência e Impacto na Investigação
Especialistas apontam que casos de investigados por crimes graves que voltam a se envolver em novas ocorrências antes do julgamento levantam debates sobre:
Efetividade do monitoramento eletrônico;
Avaliação de risco processual;
Medidas cautelares alternativas à prisão;
Proteção da sociedade diante de crimes violentos.
O caso segue sob investigação.
📝A prisão do advogado reacende um debate urgente no Acre: como alguém indiciado por homicídio, usando tornozeleira eletrônica, volta a ser preso por um crime grave no mesmo local?
O caso levanta questionamentos sobre fiscalização, medidas cautelares e a eficácia do monitoramento eletrônico.
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O advogado já respondia por outro crime?
Sim. Ele havia sido indiciado por homicídio pela morte de David Weverton Matos Araújo, encontrado morto no pátio do mesmo motel em julho de 2025. O caso foi encaminhado ao Judiciário.
Ele estava preso pelo homicídio?
Não. O advogado aguardava o andamento do processo em liberdade e utilizava tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
O que aconteceu na nova prisão?
Na segunda-feira (16), um jovem peruano de 18 anos acionou a Polícia Militar relatando:
Cárcere privado
Ameaças de morte
Abuso sexual
O advogado foi preso em flagrante. A prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.
Os dois casos aconteceram no mesmo local?
Sim. Tanto o homicídio investigado quanto a prisão por estupro e cárcere privado ocorreram no mesmo motel em Rio Branco (AC), com intervalo de cerca de sete meses.
Qual a situação dele na OAB?
Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), o advogado tem registro regular desde 2015. A entidade informou que não irá se posicionar sobre o caso.
O que acontece agora?
Ele permanece preso preventivamente.
O processo por homicídio segue no Judiciário.
O novo caso será investigado pela Polícia Civil e analisado pelo Ministério Público.




















