POLÍTICA

CRIME: PGR investiga Eduardo Bolsonaro por Articular Tarifa dos EUA Contra Brasil


Deputado Licenciado é Alvo de Inquérito por Tentar Intimidar Autoridades Brasileiras com Apoio de Trump

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito para investigar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua atuação nos Estados Unidos, onde buscou apoio para impor sanções contra autoridades brasileiras. Entre as medidas articuladas está a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente Donald Trump, que entrará em vigor em 1º de agosto. Essa ação gerou uma grave crise diplomática e econômica, além de ampliar a investigação sobre possíveis crimes cometidos pelo parlamentar.

Desde que se mudou para os EUA em fevereiro, Eduardo Bolsonaro tem mantido diálogo constante com autoridades do governo Trump, inclusive com o deputado republicano Cory Mills, para pressionar sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). O objetivo declarado é retaliar o avanço das investigações contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta processos relacionados à tentativa de golpe de Estado em 2022.

A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de três crimes principais: coação no curso do processo, embaraço às investigações envolvendo organização criminosa e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. O procurador-geral Paulo Gonet ressaltou que as ações do deputado nos EUA têm o potencial de intimidar instituições brasileiras e fragilizar o sistema de Justiça.

Além disso, o ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ter enviado R$ 2 milhões ao filho para auxiliá-lo nos Estados Unidos, o que levanta suspeitas sobre o financiamento de uma estratégia que pode configurar obstrução da Justiça e coação contra autoridades brasileiras. Bolsonaro também declarou ter orgulho das ações do filho, reforçando o vínculo entre eles na ofensiva internacional.

Analistas políticos consideram que Eduardo Bolsonaro pode ter dado um “tiro no pé” ao articular a tarifa estadunidense, prejudicando a economia brasileira e sua própria base política. Em nota conjunta, Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo qualificaram a tarifa como uma “vitória” contra o STF e o governo Lula, chamando a medida de “Tarifa-Moraes” e acusando o tribunal de ser um “tribunal de exceção”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é o relator do inquérito e já autorizou diligências para aprofundar as investigações. A situação coloca Eduardo Bolsonaro no centro de uma crise que envolve política, justiça e relações internacionais.

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Ana Cristina - Redatora