Foto: Professor Edson Guilherme
Descoberto no Acre Stupendemys Geographicus Bem Preservada Iniciam Estudos Inéditos na Ufac
Pesquisadores do Acre e de São Paulo realizaram uma descoberta científica de grande impacto: um fóssil raro e quase completo da tartaruga gigante Stupendemys geographicus, que viveu na Amazônia há cerca de 13 milhões de anos. O achado ocorreu na região conhecida como Boca dos Patos, no município de Assis Brasil, interior do Acre, próximo à divisa com o Peru.
A Stupendemys geographicus é considerada a maior tartaruga de água doce já registrada, podendo atingir mais de 3 metros de comprimento. Esta espécie habitou o norte da América do Sul durante o período Mioceno, entre 13 e 7 milhões de anos atrás, um intervalo geológico fundamental para entender a evolução da megafauna amazônica.
Uma Janela para a Amazônia Pré-Histórica
A expedição, parte da iniciativa científica Amazônia+10, ocorreu entre os dias 15 e 21 de junho e envolveu uma equipe multidisciplinar que enfrentou desafios logísticos para acessar o local, que fica a cerca de cinco horas da área urbana, com trajeto feito por barco e carro. O nível baixo do Rio Acre nesta época facilitou a escavação, mas o transporte do fóssil até a Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, ainda depende da chegada de um caminhão adequado devido ao peso e tamanho da peça.
O fóssil foi retirado da área de escavação e está atualmente em um acampamento próximo, aguardando o transporte para o laboratório de paleontologia da Ufac, onde será submetido a análises detalhadas. Segundo o professor Carlos D’Apolito Júnior, coordenador do grupo de pesquisa, este é um dos fósseis mais bem preservados da espécie já encontrados, o que permitirá avanços significativos no conhecimento sobre a paleontologia regional e o papel ecológico dessa tartaruga gigante no passado.
Além da importância científica, a descoberta reforça a relevância da Amazônia como um território rico em história natural e paleontológica, capaz de revelar segredos sobre a fauna pré-histórica que habitou a região. O estudo aprofundado do fóssil poderá trazer novas informações sobre o tamanho, a alimentação e o habitat da Stupendemys geographicus, contribuindo para a compreensão da biodiversidade antiga da Amazônia.
Foto: PA MEDIA/BBC/Arquivo
Por Que essa Descoberta é Importante?
Revela a existência da maior tartaruga de água doce já conhecida na Amazônia.
Amplia o conhecimento sobre a megafauna do período Mioceno na região.
Fornece dados inéditos para pesquisas paleontológicas na Universidade Federal do Acre.
Destaca o potencial científico da Amazônia para estudos sobre a história natural.
Perguntas Frequentes
Qual é a idade do fóssil encontrado?
O fóssil tem cerca de 13 milhões de anos, do período Mioceno.
Onde foi encontrado o fóssil?
Às margens do Rio Acre, na comunidade Boca dos Patos, município de Assis Brasil, Acre.
Qual o tamanho estimado da tartaruga?
A espécie podia ultrapassar 3 metros de comprimento, equivalente ao tamanho de um carro.
Para onde será levado o fóssil?
Para o laboratório de paleontologia da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco.
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