AMAZÔNIA

Indícios de Cidade Pré-Colonial na Amazônia Revelam Complexidade e Sustentabilidade


Cidade Pré-Colonial na Amazônia Importante Indício Arqueológico

Um estudo recente do Museu Nacional, realizado em um sítio arqueológico no Pará, apresenta fortes indícios da existência de uma grande cidade amazônica no período pré-colonial. A pesquisa, focada em vestígios encontrados na região de Santarém, revela que entre os anos 1200 e 1600 d.C., duas aldeias indígenas – Aldeia e Porto – ocupavam uma área de aproximadamente quatro quilômetros quadrados, indicando uma população numerosa e organizada.

A pesquisa demonstra que essas populações mantinham uma relação sustentável com o ambiente, sem destruir os recursos naturais, o que reforça a ideia de uma sociedade que prosperou em equilíbrio com a floresta, a descoberta de uma complexa ocupação humana anterior à colonização europeia. 

Além disso, a arqueóloga Denise Maria Gomes, responsável pelo estudo, destaca que essas aldeias apresentavam instituições sociais definidas e práticas ritualísticas, como rituais xamânicos. Isso sugere que a cidade amazônica pré-colonial não era apenas grande em extensão, mas também rica em aspectos culturais e sociais.

Outro ponto importante é que esses assentamentos resistiram até um século após a chegada dos europeus, o que indica uma continuidade cultural significativa. A pesquisa também contribui para a defesa dos povos indígenas atuais, ameaçados pela perda de seus territórios e pela ocupação predatória da Amazônia.

A região do Pará, onde o estudo foi realizado, é reconhecida por sua riqueza arqueológica, abrigando mais de 2.500 sítios cadastrados. Descobertas anteriores em Monte Alegre e na Ilha do Marajó já indicavam a presença de sociedades complexas, com conhecimentos avançados em engenharia ambiental e produção cerâmica refinada.

Por fim, a pesquisa será apresentada no Congresso Mundial de Arqueologia na Austrália, ampliando o debate sobre a história pré-colonial da Amazônia e a importância da arqueologia para compreender a diversidade cultural e a sustentabilidade dessas antigas sociedades.

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