Queda expressiva na área com seca no Acre
O Acre apresentou uma melhora significativa no quadro da seca entre fevereiro e março de 2025, com o território atingido pela estiagem caindo de 100% para cerca de 40%. Essa redução no impacto da seca é um dos destaques entre os seis estados brasileiros que registraram melhora no início deste ano, segundo o monitoramento oficial do fenômeno.
Durante quase dez meses consecutivos, de maio de 2024 a fevereiro de 2025, o Acre enfrentou seca em toda a sua extensão territorial, o que representou o período mais longo com 100% do estado sob seca desde que o monitoramento começou em 2022. Contudo, entre fevereiro e março, houve um abrandamento da severidade da seca, reduzindo a área afetada para 40%. Essa melhora é resultado das chuvas acumuladas no período e da recuperação gradual dos níveis dos rios, embora ainda permaneçam abaixo da média histórica.
Contexto nacional e regional da seca
Apesar da melhora no Acre, o cenário da seca no Brasil permanece complexo e heterogêneo. Enquanto algumas regiões, como o Centro-Sul e partes do Norte, apresentam redução da área com seca moderada a extrema, outras, especialmente no Nordeste e em estados como Minas Gerais e Bahia, enfrentam agravamento do fenômeno. O monitoramento do Cemaden indica que cerca de 13% do território nacional está em situação de atenção para seca, com recuperação gradual dos níveis hídricos em algumas bacias importantes para a geração de energia hidrelétrica.
Impactos e importância do monitoramento da seca
A redução da área afetada pela seca no Acre é uma notícia positiva para a população local, que sofre com os impactos da estiagem no abastecimento de água e na agricultura. O monitoramento contínuo da seca, realizado por instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Cemaden, é fundamental para orientar políticas públicas e ações de mitigação, especialmente em regiões vulneráveis.




















