Um policial militar que aparece fardado em um vídeo sinalizando apoio aos manifestantes bolsonaristas durante um bloqueio ilegal na BR-317, está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar (PMAC) por descumprimento da ordem judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
No vídeo, o policial — a qual a PM não revelou o nome alegando “questão de ética profissional” — aparece balançando a bandeira do Brasil enquanto é aplaudido pelos manifestantes. Em seguida, ele é segurado nos braços e comemora com as mãos para cima. Segundo o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente Tales Rafael, os procedimentos foram adotados e encaminhados ao Comando da Corporação e Corregedoria da PM para as devidas providências.
As manifestações iniciaram na segunda-feira (31) por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que não aceitam a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições. O grupo se divide entre os que alegam que houve fraude no processo eleitoral; e os que reconhecem o resultado, mas negam a aceitar um “ex-presidiário” no Governo.
Para o Judiciário, no entanto, as manifestações são ilegais e antidemocráticas, primeiramente por não haver indícios de nenhum tipo de fraude durante as eleições e também devido a situação do ex-presidente Lula, que é considera juridicamente inocente e elegível.
Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso de um triplex no Guarujá (SP). Ele foi solto no dia 8 de novembro de 2019 após conseguir uma série de vitórias na Justiça que levaram a anulação de condenações na Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que foi considerado parcial no julgamento. Com as anulações, Lula ficou sem nenhuma condenação criminal em qualquer instância jurídica.
A vitória nas eleições brasileiras já foi reconhecida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira; e do Senado, Rodrigo Pacheco. Além desses, também já foi aceita por autoridades mundiais, o que levou o vice-presidente Hamilton Mourão a dizer que uma interferência militar colocaria o Brasil em uma situação difícil na comunidade internacional.




















