O texto é do professor aposentado da Ufac, Francisco Saraiva:
Década de 70. O empreendimento era arrojado para a época. Os proprietários eram os irmãos Clodoaldo (Codó) e Genival Rodrigues do Nascimento. No andar dos anos, o meu irmão mais vivido, Falb Saraiva de Farias, associou-se aos irmãos Rodrigues, o que me oportunizou trabalhar na fábrica. A Fábrica era servida por uma equipe de profissionais de excelência: Tibiriçá, Damião Ossami, Raimundinha, Inez, Willian, dentre outros nomes de igual gabarito.
A estrutura da fábrica compunha-se de 5 espaços, sendo quatro espaços no prédio: uma sala onde ficavam os cilindros de oxigênio e outros itens (uma espécie de pequeno armazém), uma sala tipo escritório, onde funcionava um serviço de autofalantes (tipo rádio improvisada), onde os frequentadores podiam oferecer músicas e enviar recadinhos amorosos (aos domingos os programas eram especiais, atraindo um público fiel), um espaço maior onde ficava um grande “armário” de ferro, onde eram preparadas e conservadas as placas geladas que revestiam os carrinhos do comércio ambulante de picolé e sorvete, uma sala de serviços gerais, e um Coreto lateral, ponto de encontro da população acreana que frequentava o espaço, principalmente nos finais de semana, para saborear os deliciosos produtos Kisabor.
A Fábrica de picolé e sorvete Kisabor ficava na Rua Rio Grande do Sul, que o desbarrancamento do Rio Acre levou.
As águas barrentas tragaram a fábrica, deixando a saudade boiando no remanso de nossas melhores lembranças.
Foto: Pedro Moura.




















