A Justiça marcou para o próximo dia 26 de maio a audiência de acordo de não persecução penal ou suspensão condicional do processo contra a jovem Gabrielly Lima Mourão, de 19 anos. Ela foi denunciada por atropelar e matar a dentista Maria Josilayne Ferreira Duarte, de 24 anos, no dia 29 de setembro do ano passado.
Ao denunciar a jovem por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado por não possuir carteira de habilitação, o Ministério Público do Acre (MP-AC) admitiu a possibilidade que seja celebrado um acordo de não persecução penal. O acordo, se aceito, substitui o processo criminal por uma reparação de danos e retira a punição penal.
A vítima ia encontrar o noivo, Heverton Neri, quando foi atropelada e morta após a jovem Gabrielly perder o controle do veículo que dirigia na Estrada da Floresta, em Rio Branco.
Gabrielly foi presa em flagrante, mas liberada após pagar R$ 2,2 mil de fiança. Segundo o processo, ela se manteve calada durante o interrogatório.
Laudo pericial
O laudo pericial tem 30 páginas, com 20 fotos e três croquis do local do acidente. O documento, assinado pelo perito criminal Marcos Silva, aponta que o carro de Gabrielly estava a uma velocidade de 72,70 quilômetros por hora no momento da colisão. Já a moto de Josilayne estava a 55,44 km/h
As análises técnico-científicas permitem ao perito fazer as seguintes considerações:
- O carro transitava em velocidade superior a máxima permitida para o sentindo de circulação em questão, que é de 50 km/h.
- A motocicleta transitava em velocidade inferior a máxima permitida para o sentido de circulação em questão, que era de 60 km/h.
- Não foram constatados vestígios de marcas de frenagem ou que indicassem reação para evitar a ocorrência por parte dos condutores.




















