Após uma nota divulgada nesta terça-feira (29) onde a cúpula da Segurança Pública nega a existência de um “toque de recolher” decretado por facções criminosas no estado, o sargento da Polícia Militar (PM) Diego Paz, usou seu perfil no Instagram para ironizar que os especialistas “são os que ficam em escritórios”.
A nota foi assinada pelo secretário de Segurança Pública, Paulo Cézar, o comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Paulo César Gomes, o delegado-geral da Polícia Civil, Josemar Pontes e o presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Arlenilson Cunha.
“O Governo do Estado tranquiliza a população, descartando qualquer hipótese de ‘toque de recolher’, no âmbito do território acreano”, diz trecho da nota.
Porém, conforme o Sargento Paz, a situação é diferente. “Eu que estou trabalhando nas ruas mais violentas da capital de Rio Branco, Acrelândia e Senador Guiomar (sic) onde já trabalhei, sei o que é uma moça ir trabalhar e ter seu telefone roubado, um motoboy ter sua moto que é seu instrumento de trabalho furtado”, disse.
Ele completa afirmando estar havendo “toque de recolher ordenado por delinquentes, comércios fechando antes do horário previsto, entregadores de lanche que não entram em dezenas de bairros por medo de perderem a própria vida”.
Na publicação, ele mostra a parede de uma creche municipal no Conjunto Universitário com as pichações: “proibido roubar, sujeito a pagar com a própria vida”. A mensagem tem a assinatura CVRL, como se denomina a facção Comando Vermelho, acrescentado das iniciais do nome de Rogério Lemgruber, fundador da organização falecido em 1992 no Rio de Janeiro.
“É sabido que parte dos comerciantes já pagam valores para estas facções criminosas. O que é feito? NADA”, diz o militar.




















