A professora Degmar Kinpara, esposa do ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kinpara, protocolou nesta terça-feira (9) seu pedido de exoneração do cargo de presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC).
Segundo informações da própria professora, a exoneração se deve a sequelas deixadas pelo câncer que teve em 2013. Ela diz que fez recentemente uma bateria de exames que detectaram lesões no fígado, podendo ser uma metástase e a pedido de familiares, decidiu dedicar a cuidar da saúde.
A nomeação de Degmar Kinpara foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 23 de agosto sob muitas polêmicas. A deputada federal Mara Rocha, na época do PSDB, mesmo partido por qual Minoru se candidatou à prefeitura de Rio Branco em 2020, declarou como “oportunismo” a nomeação de Degmar, ocorrida dias após ela e o marido declararem apoio à reeleição do governador Gladson Cameli (Progressistas).
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Ela chegou a escrever nas redes sociais:
Para nossa surpresa veio a ingratidão e traição. Mesmo garantindo que caminharia conosco nas eleições de 2022, alegando reconhecer a nossa luta para mante-lo candidato, Minoru se alia ao ” Rei de Araque ” que tem o dom de iludir e mentir, e ao seu bando que lutou para retirar sua candidatura. Com todo respeito ao professor Minoru Kimpara e a sua esposa Degmar, afirmo que desleais não sobrevivem por muito tempo na política”.
A nomeação também foi alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF), que alegou que a nomeação de Kinpara seria inconstitucional, uma vez que ela estava aposentada por invalidez.
O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) entende que a aposentadoria por invalidez tem como pressuposto a incapacidade do trabalhador.
“De modo que é inadmissível a percepção de proventos a tal título concomitantemente ao exercício de outra atividade remunerada, por serem situações autoexcludentes”, destaca.
A exoneração deve ser publicada no DOE nos próximos dias.




















