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Ciro responde provocações de Lula: “reduz a política a uma briga de amigos”


O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) usou o seu perfil oficial no Twitter para responder declarações de Lula (PT) de que não fará “jogo rasteiro”. Segundo o ex-presidente, o cearense está tentando estimular uma “briga” pensando nas eleições de 2022.

Respondendo as provocações, Ciro disse que Lula não está evitando briga, o que na verdade estaria tentando evitar é debater o país, projetos e as coisas que o PT fez no poder. O ex-ministro comentou que para brigas, Lula usa o que chamou de “bajuladores” e “gabinete do ódio” criticando o fato de reduzir a política brasileira a uma “briga de amigos”, uma vez que o ex-presidente afirmou que gostaria de ser amigo do pedetista, mas ele não quer.

A relação entre os dois sempre foi marcada por polêmicas, em julho do ano passado, Lula chegou a ironizar em entrevista à Rádio Bandeirantes o fato de Ciro dizer que brigaria contra o PT em 2022: “pra isso tem que chegar no segundo turno”, respondeu o ex-presidente. Sobre a declaração, Ciro comentou: “perdeu os amigos que tinham autonomia crítica perto dele e, de repente, tomou-se de muito ódio”.

Candidato à Presidência em 2018, Ciro Gomes costurava uma aliança com o PSB, mas um acordo do partido com o PT enterrou os planos. Em troca de acertos com os petistas nos estados, o PSB decidiu ficar neutro na disputa presidencial. No fim daquele ano, Ciro afirmou que o PT havia feito “o diabo” contra ele na campanha, incluindo a disseminação de fake news. “Fui escolhido como adversário de forma mesquinha e inescrupulosa”, disse. Por esse motivo, Ciro optou por não apoiar Fernando Haddad (PT) no segundo turno, fato que até hoje lhe rende críticas por parte de petistas. Mesmo não tendo declarado seu apoio, ao ser perguntado pelo Estadão em 2018 sobre as duas opções no segundo turno, Ciro respondeu “ele não, sem dúvida”, descartando qualquer apoio a Bolsonaro.

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André Diogo