A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, não tem qualquer envolvimento, tampouco é investigada por supostas irregularidades cometidas na Secretaria Municipal de saúde (Semsa), no processo de aquisição de máscaras e álcool em gel para o combate à pandemia do coronavírus, no ano passado, foi o que afirmou o delegado Anderson Rodrigo Andrade de Lima, que investiga o caso.
“A prefeita não É uma investigada do inquérito neste momento. A gente não vai mencionar quem são os alvos da operação neste sentido, em virtude de uma ordem judicial, que nos obrigar a tratar do caso com sigilo e segredo de Justiça”, disse.
Segundo fontes, um dos nomes investigados, no entanto, é o Oteniel Almeida, o ex-secretário municipal de Saúde, exonerado em junho do ano passado pela então prefeita Socorro Neri.
“A análise das evidências apreendidas expôs a atuação de um grupo empresarial oculto que teria obtido os lucros com a venda dos insumos para a Administração Pública, além de planilhas e documentos que mostram a divisão e o pagamento dos valores”, disse o delegado. “Há também indícios de que 10% do valor total do contrato foi destinado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”, acrescentou Anderson Rodrigo.
“O prejuízo calculado hoje é de R$ 1,2 milhões, que representa 44% de todo o valor que foi repassado para a empresa. A Secretaria repassou ao total 2,7 milhões. O material entregue também tinha problemas como prazo de validade. Mas o objetivo dessa investigação é realmente a questão dos valores”, concluiu Cio Jônatas, superintendente da CGU no Acre.




















