Com Lula elegível e país dividido, Bolsonaro estuda volta ao PSL por mais estrutura e tempo de TV


Euforia e comemoração

Com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Operação Lava Jato, o que mais se viu nestes dois últimos dias, foi simpatizantes e apaixonados pelo ex-presidente, comemorando. Tenho alguns amigos, inclusive, que fizeram churrasco para comemorar a decisão de Fachin.

Cedo demais

Ocorre que, como se costuma dizer no metiê político, “ainda tem muita água para passar por debaixo dessa ponte.” O processo contra Lula agora vai para a Justiça Federal do DF e, caso seja condenado, Luiz Inácio estará novamente inelegível.

De olho nas próximas pesquisas

Nada me tira da cabeça que se o Lula estivesse mal colocado nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2018, nem preso ele seria. Mas ele “teimava” em liderar as mesmas. Vamos ficar atento às próximas pesquisas e ao comportamento da Justiça caso o ex-presidente apareça bem colocado.

Mudanças de plano

O presidente Jair Bolsonaro, que havia especulado sobre sua possível filiação ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), ao que parece, mudou de ideia. De olho em maior estrutura e tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, ele retomou negociação para voltar ao seu antigo partido (PSL), de onde saiu brigado.

Avaliação

A avaliação é que a entrada de Lula no páreo tornará mais acirrada a disputa no primeiro turno e, nessas circunstâncias, tempo de televisão e fundo partidário ganham mais importância.

Matadouro

Em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski comparou a condução coercitiva do ex-presidente em 2018, ao transporte de “animais para o matadouro”.

Não começou bem

Um jornalista amigo perguntou a minha opinião sobre o começo da administração de Tião Bocalom à frente da Prefeitura Municipal de Rio Branco. Minha resposta: ainda está muito cedo para uma análise mais profunda, mas é certo que, o “cartão de visitas” mostrado até aqui não é nada promissor.

Pergunta difícil

Outro amigo que ouvia a conversa largou essa: e se soltarmos o Bocalom e o senador Marcio Bittar no Bairro Ayrton Sena, na Sobral, qual deles saberia retornar para o centro da cidade sem pedir ajuda? Minha resposta: não sei! É cada pergunta difícil que me fazem.

Papo bom

Hoje bati um papo com o presidente da Fundação Elias Mansour, Manoel Pedro, o Correinha. É sempre uma alegria e certeza de bom papo. Correinha conhece muito de política e mais ainda sobre cultura. Um dos melhores quadros do governo Cameli.

Tanque vazio

O deputado estadual Luís Tchê (PDT), criticou na sessão remota da Assembleia Legislativa (Aleac), o preço dos combustíveis no Acre. “Essa semana tivemos mais um aumento… afeta muito o nosso estado”, disse.

Explicação

Tchê disse que é preciso explicar para a população o que está acontecendo. “Nós precisamos saber o motivo disso, aqui fica discutindo quem tem razão e quem não tem e nós precisamos explicar para nossa população para que eles entendam um pouco.”

Dolarizaram o combustível

Segundo o deputado pedetista, tudo começou em 2016, no governo de Michel Temer. “Essa história começou lá em 2016 no governo Michel Temer… Que a Petrobrás alterou a sua forma de definir os preços dos derivados de petróleo, até aquele momento (a Petrobrás) levava em consideração a remuneração do capital e do custo nacional. Com Temer, o valor passou a ser indexado com o valor do dólar e o valor do barril internacional. Estão dolarizando o combustível brasileiro”, explicou.

Dr. Boca

Tchê aproveitou ainda para criticar a prefeitura de Rio Branco na questão da pandemia do coronavírus. “Parece que o Bolsonaro está fazendo escola, nosso prefeito parece que está dando receita agora de ivermectina, enfim, dizendo que cura a Covid-19, enquanto a própria indústria já fez um comunicado dizendo que não”.

Sacode

O discurso do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (10), dois dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anular todas as condenações do ex-presidente relacionada à Lava Jato, foi um verdadeiro “sacode” no ex-juiz Sergio Moro e no presidente Jair Bolsonaro. Lula bateu “de com força”.

2022

Lula subiu o tom e falou como candidato, embora ainda não tenha afirmado se concorrerá à presidência em 2022. “Nós vamos discutir se vai ter candidato de frente ampla, se vai ter um candidato do PT, mas aí é mais para frente. Nós temos muita coisa para fazer antes de pensar em nós mesmo.”

Moro de barro  

Sobre Sergio Moro, Lula foi duro: “nós vamos continuar brigando para que o Moro seja considerado suspeito, porque ele não tem o direito de se transformar no maior mentiroso da história do Brasil e ser considerado herói por aqueles que queriam me culpar. Deus de barro não dura muito tempo.”

Vacina

O ex-presidente afirmou que irá tomar a vacina e que fará propaganda para que a população brasileira não siga nenhuma “decisão imbecil” do presidente da república ou do ministro da saúde.

Tá vivo

Ao contrário do que muito “analista político” se antecipou em sentenciar, o Partido dos Trabalhadores chegará mais vivo do que nunca na eleição de 2022. Não subestimem o carisma e a persuasão do velho Luiz Inácio.

 

 

 

 

 

 

Post navigation

Avatar de André Diogo

André Diogo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *