O Corregedor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Fábio Menezes, afirmou nesta quarta-feira (20) em entrevista ao Jornal do Acre, da Rede Amazônica, que policiais penais podem ter facilitado a fuga de 26 detentos, ocorrida em 20 de janeiro do ano passado no Complexo Penitenciário de Rio Branco.
De acordo com o Corregedor, depois de 1 ano da fuga, uma perícia de um equipamento de monitoramento do presídio pode revelar a participação dos agentes de segurança que estavam de plantão no dia da ação dos fugitivos.
“Já conseguimos verificar a responsabilidade de alguns policiais penais, mas com essa perícia provavelmente será um relatório muito mais completo”, disse.
Assista a entrevista
A suspeição levantada pelo Corregedor causou indignação e revolta na categoria. A Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen) emitiu uma nota repudiando as declarações.
“A postura equivocada do Corregedor do Iapen, revelando informações de cunho sigiloso e antecipando eventuais condenações. coloca em dúvida a credibilidade de toda uma categoria, que é essencial à administração da justiça, à manutenção da segurança e da ordem pública”, diz um trecho da nota.
Leia a nota na íntegra
NOTA DE REPÚDIO
A Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen) vem a público REPUDIAR as declarações do Corregedor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), dadas nesta quarta-feira (20) à imprensa local, pelos motivos: que segue:
1. A matéria veiculada, com a participação e entrevista do referido Corregedor, conta com a exposição arbitrária de conteúdos, quando da antecipação do relatório, dos pedidos de demissão e suspensão, considerando que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) tem natureza sigilosa, até o seu término, que segundo ele, só ocorrerá no decorrer desta semana;
2. O Corregedor afirmou ainda, que já há demonstração da suposta participação de policiais penais na famigerada fuga, informação irresponsável, que ignora frontalmente os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa, inexistentes em sede de corregedoria.
Assim, a Asspen entende que a postura equivocada do Corregedor do Iapen, revelando informações de cunho sigiloso e antecipando eventuais condenações. coloca em dúvida a credibilidade de toda uma categoria, que é essencial à administração da justiça, à manutenção da segurança e da ordem pública, uma vez que são estes policiais penais, os responsáveis pela custódia daqueles que estão apenados e lidam, para tanto, diariamente com o risco iminente das organizações criminosas instaladas no estado do Acre.
Eden Alves Azevedo
Presidente da Asspen




















